Questões sobre Ecologia Geral, para Ensino Médio

Questões de Biologia sobre ECOLOGIA.

As questões sobre Ecologia Geral disponibilizadas nesta página foram organizadas para atender professores do Ensino Médio que buscam material confiável e direto para a elaboração de provas, testes, questionários e apostilas. O conteúdo apresenta nível intermediário e avançado, abordando temas essenciais da disciplina com foco na aplicação em contextos avaliativos.

As questões sobre Ecologia Geral podem ser utilizadas em diferentes situações didáticas, como avaliações formais, atividades de revisão ou composição de materiais de apoio. A proposta é oferecer um conjunto de itens que favoreça a análise, a interpretação e a consolidação dos conhecimentos biológicos, facilitando o trabalho do professor em sala de aula.

Questões

1.  Assinale a alternativa ERRADA
a) Biodiversidade  A diversidade biológica, nada mais é do que a variedade de genes, espécies e ecossistemas que fazem parte da biosfera.
b) Habitat  É o conjunto das regiões da Terra onde a vida é possível em caráter permanente.
c) Ecologia  Em princípio, pode se definir ecologia como o estudo das relações dos seres vivos entre si com o meio ambiente.
d) Ecossistemas  É o conjunto dos seres vivos e do seu meio ambiente físico, incluíndo suas relações entre si.

2. (CRICIÚMA/FEPESE/2011) As colunas abaixo listam importantes conceitos envolvidos na ecologia. Relacione-as corretamente.

Coluna 1
1. Barocoria
2. Anemocoria
3. Águas lênticas
4. Biorredutores
5. Águas lóticas
6. Detritívoros

Coluna 2
( ) Dispersão da semente por ação do vento
( ) Dispersão das sementes por ação da gravidade
( ) Decompositores
( ) Águas de lagos, lagoas e represas
( ) Águas dos rios
( ) Alimentam-se de matéria orgânica em decomposição

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a. ( ) 1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6
b. ( ) 1 – 2 – 6 – 4 – 5 – 3
c. ( ) 2 – 1 – 4 – 3 – 5 – 6
d. ( ) 2 – 1 – 4 – 5 – 6 – 3
e. ( ) 2 – 1 – 6 – 3 – 4 – 5


3. (UFFS/FEPESE/2012) Segundo a Agência Nacional de Águas do Brasil (ANA), os ecossistemas aquáticos são analisados de acordo com o bioma ao qual pertencem.
Sobre a ecologia destes ecossistemas, é correto afirmar:
a. ( ) Os Nêustons são micro-organismos que “flutuam” na camada superficial da água.
b. ( ) Os ecossistemas lênticos são dividido em 3 zonas: a zona profunda, a zona de intérfase e
a zona fótica.
c. ( ) Um Manguezal é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e
marinho. É uma zona úmida característica de regiões do extremo sul da América do Sul.
d. ( ) Os ecossistemas aquáticos são classificados em ecossistemas de água salgada e de água
doce. Os ecossistemas de água salgada são divididos em Lênticos e Lóticos.
e. ( ) Sapal é a designação dada a um ecossistema aquático com formações aluvionares periodicamente alagadas pela água salgada e ocupadas por vegetação halofítica ou, em alguns
casos, por mantos de sal.


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4. (FATMA/FEPESE/2012) Associe os diferentes termos utilizados em ecologia com suas respectivas descrições.

Coluna 1 Termos
1. Biocenose
2. Biótopo
3. Metapopulação
4. População
5. Deme
6. Agregação

Coluna 2 Descrições
( ) Conjunto dos aspectos físicos e químicos de um determinado ambiente.
( ) Conjunto de seres vivos de diferentes espécies que coabitam uma mesma região.
( ) Um grupo de indivíduos que são mais geneticamente similares do que outros indivíduos,
usualmente com algum grau de isolamento espacial.
( ) Um grupo de indivíduos coespecíficos que são demograficamente, geneticamente, ou
espacialmente separados de outros grupos de indivíduos.
( ) Um conjunto de populações desjuntas, entre as quais ocorre migração.
( ) Um agrupamento espacial de grupos de indivíduos.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
a. ( ) 1 – 2 – 6 – 4 – 3 – 5
b. ( ) 1 – 2 – 6 – 4 – 5 – 3
c. ( X ) 2 – 1 – 5 – 4 – 3 – 6
d. ( ) 2 – 1 – 6 – 3 – 5 – 4
e. ( ) 2 – 1 – 6 – 4 – 5 – 3

5. (FATMA/FEPESE/2012) Com relação aos conceitos básicos da ecologia, é correto afirmar:
a. ( ) A floresta tropical é considerada um biócoro.
b. ( ) Uma floresta, uma lagoa, um aquário, um mar são considerados ecossistemas.
c. ( ) O nicho ecológico de um ser vivo informa às custas de que este se alimenta.
d. ( ) Um ecótono é uma região isolada de uma comunidade ou ecossistema.
e. ( ) Hábitat é o nome usado para indicar um local com características ideais para um determinado animal se alimentar ou se reproduzir.

6. (FATMA/FEPESE/2012) A erosão é o fenômeno de degradação e decomposição das rochas ou as modificações sofridas pelo solo devido a variações de temperatura e, principalmente, à ação da água e do vento.
Sobre este fenômeno que afeta muitos ecossistemas, assinale a alternativa correta.
a. (  ) A ação humana acelera o processo de erosão por meio de culturas não adaptadas às
características das terras, queimadas, desmatamento, mineração, ocupação irregular e não planejada de morros e pisoteio excessivo do gado em pastagens.
b. ( ) A erosão causada pelos ventos pode ser Pluvial , Fluvial, Marinha ou Glacial.
c. ( ) A erosão laminar consiste em um arraste de uma camada muito fina do solo, sendo a
forma menos perigosa de erosão.
d. ( ) Boçorocas são estados erosivos que aparecem geralmente nos terrenos lodosos.
e. ( ) Dentre os problemas causados pela erosão estão: assoreamento dos cursos d’água,  terraceamento, contaminação nas águas por agroquímicos e desmoronamento de encostas e
taludes.

7. (FATMA/FEPESE/2012) Com relação à ecologia populacional e as tabelas de vida, assinale a alternativa correta.
a. ( ) As tabelas de vida específicas ao tempo se baseiam numa coorte com uma idade
preestabelecida.
b. ( ) A premissa de que a população não é estacionária é básica para a construção de uma
tabela de vida vertical.
c. ( ) As tabelas de vida podem indicar quando uma população reprodutiva fica estabelecida, como
no caso de uma reintrodução de uma espécie.
d. ( ) Uma coorte acompanhada por uma tabela de vida pode ser definida como um grupo de
indivíduos do mesmo sexo, que nascem no mesmo período.
e. ( ) As tabelas de vida específicas ao tempo também são conhecidas como tabelas de vida
horizontais.

8. (BRUSQUE/FEPESE/2009) Relacione a coluna 2 com a coluna 1.

Coluna 1
1. Biosfera
2. Ecossistema
3. Comunidade
4. População
5. Espécie

Coluna 2
( ) Conjunto formado por uma comunidade e os componentes abióticos do meio com os quais
interage.
( ) Reunião de todos os ecossistemas existentes na terra.
( ) Conjunto de todos os seres vivos de espécies diferentes de um meio.
( ) Conjunto dos organismos que, quando cruzados entre si, produzem descendentes férteis.
( ) Conjunto formado pelos organismos de uma determinada espécie, vivendo num certo
lugar bem delimitado, em um certo tempo.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, assinalada de cima para baixo.
a. ( ) 1, 3, 5, 4, 2
b. ( ) 2, 1, 3, 5, 4
c. ( ) 2, 5, 3, 1, 4
d. ( ) 4, 1, 5, 2, 3
e. ( ) 2, 1, 5, 3, 4

9. Sobre a ecologia assinale a alternativa INCORRETA
a) A ecologia é o Estudo das relações entre os seres vivos, e destes com o meio em que vivem”.
b) Ecologia significa Oikos = casa  e Logos = estudo
c) Uma das importâncias do estudo da ecologia é a Racionalização da utilização dos recursos naturais (sustentabilidade).
d) A ecologia não se aplica ao Controle da poluição e ao Controle do crescimento das populações.

10) Analise os itens sobre ECOLOGIA
I. Ecologia estuda os seres vivos acima do nível do organismo individual. Estuda a população, a comunidade, o ecossistema, e a biosfera.
II. Em ecologia a  população é um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie que ocorrem juntos em uma mesma área geográfica.

Está(ão) correto(s)
a) I e II
b) Somente I
c) Somente II
d) nenhum dos itens

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Gabarito das Questões de Biologia sobre ECOLOGIA.


1.B
2.C
3.E
4.C
5.B
6.A
7.C
8.B
9.D
10.A

Questões de Biologia sobre Ecologia Geral, para Ensino Médio



Veja também:
Série de questões de biologia, com gabarito para o ensino médio. Sugeridas para estudantes, vestibular, ENEM e candidatos de concursos públicos.

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>> Declaração Universal do Genoma Humano e Direitos Humanos UNESCO

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10 Livros de Bioogia  e Meio Ambiente


Em tempos de confinamento e quarentena devido à pandemia, sugerimos alguns livros para ler. Eles são livros de domínio público que você pode ler e baixar gratuitamente para ler em casa. Estudar pra concursos públicos, vestibular ou ENEM

Projeto de Educação Ambiental: Profissões Sustentáveis

Projeto de Educação Ambiental: Profissões Sustentáveis

Projeto Um olhar sobre profissões sustentáveis

Produção de um produto ou serviço sustentável
Realização de pesquisas para desenvolver turbinas eólicas ou painéis solares, por exemplo.

Fabrique e / ou instale painéis solares, janelas com eficiência energética, etc.
 

Justificativa

As habilidades e conhecimentos sustentáveis mais comuns necessários aos empregadores estão relacionados à minimização de resíduos, conservação de energia e políticas / regulamentações ambientais
Objetivos
Conectar alunos ao mundo real
Aumentar as práticas e atividades sustentáveis dentro de uma empresa
Criar interesse em campos com crescente demanda por trabalhadores, como empregos verdes
Como o projeto de educação ambiental pode ajudar a preparar os alunos para empregos sustentáveis? 

Pode servir como um ponto de entrada no mundo real para os alunos descobrirem um interesse pelo meio ambiente;
Pode fornecer uma compreensão básica de como os ecossistemas funcionam e como as ações humanas afetam o meio ambiente
Pode apresentar aos alunos questões ambientais, como produção e uso de energia, e ajudá-los a aprender as habilidades necessárias para resolver desafios
Pode preparar os alunos para o sucesso em empregos por meio de habilidades de aprendizagem do século 21

Metodologia
A abordagem de aprendizagem que modela processos para resolução de problemas e pensamento crítico:

1. Construção de consenso -  Escolha de um tema com a turma. Exemplo, Logística Reversa
2. Pesquisa orientada sobre o tema escolhido
3. Conexão com aprendizagem de serviço. Quais profissões estão envolvidas na atividade?
4. Envolvendo a comunidade. Visita a um local de trabalho
5. Trabalho em equipe. Elaboração de relatórios, textos e material de apresentação
6. Apresentando seu caso
Após o Projeto o Aluno deverá

Demonstrar conhecimento e compreensão do meio ambiente e das circunstâncias e condições que o afetam, particularmente no que se refere ao ar, clima, terra, alimentos, energia, água e ecossistemas
Demonstrar conhecimento e compreensão do impacto da sociedade no mundo natural (por exemplo, crescimento populacional, desenvolvimento populacional, taxa de consumo de recursos, etc.)
Investigar e analisar questões ambientais e tirar conclusões precisas sobre soluções eficazes
Tomar medidas individuais e coletivas para enfrentar os desafios ambientais (por exemplo, participar de ações globais, projetar soluções que inspirem ações sobre questões ambientais)
Projeto de Educação Ambiental: Profissões Sustentáveis


Apresentação Final


Explore maneiras de tornar as escolas mais amigas do ambiente (coleta e análise de dados de avaliação)
Faça apresentações, comunique ideias por meio de vídeos e mídias sociais
Planejamento, implementação e gestão de projetos
Arrecade fundos para organizações



Ref.: http://www.smokyhill.org/pages/uploaded_files/Environmental%20Education%20PP.ppt

40 Sugestões de Atividades práticas de Biologia

40 Sugestões de Atividades de práticas de Biologia do Manual de Orientação Biologia do MEC. Atividades sugeridas para serem realizadas em laboratórios ou em espaço reservado para aulas práticas.

40 Sugestões de Atividades de práticas de Biologia

  • 1. Observação das reações da planta sensitiva 
  • 2. Análise qualitativa de substâncias orgânicas 
  • 3. Determinação qualitativa de pH 
  • 4. Identificação e manejo do microscópio 
  • 5. Preparação de lâminas 
  • 6. Observação microscópica de células mortas e vivas 
  • 7. Observação da permeabilidade celular 
  • 8. Observação dos fenômenos da plasmólise e desplasmólise 
  • 9. Observação do movimento intracelular (ciclose) 
  • 10. Observação dos diferentes tipos de plastos 
  • 11. Observação dos condriomas em células vivas 
  • 12. Observação da mitose em raiz de cebola 
  • 13. Observação de regeneração em planárias  
  • 14. Observação da reprodução assexuada
  • 15. Determinação dos grupos sanguíneos no sistema ABO
  • 16. Determinação dos grupos sanguíneos no sistema Rh
  • 17. Observação morfológica da raiz
  • 18. Observação da estrutura interna do caule
  • 19. Dissecação de uma flor

40 Sugestões de Atividades de práticas de Biologia


  • 20. Observação das estruturas em sementes maduras
  • 21. Extração dos pigmentos fotossintéticos
  • 22. Observação da transpiração nos vegetais
  • 23. Observação do desprendimento de oxigênio durante a fotossíntese
  • 24. Observação da germinação do grão de pólen
  • 25. Observação da germinação da semente
  • 26. Observação do processo de transporte da seiva bruta 
  •  27. Observação dos movimentos dos vegetais
  • 28. Observação macroscópica de plantas angióspermas
  • 29. Utilização de uma chave de classificação
  • 30. Montagem da cultura de protozoários no feno
  • 31. Observação de protozoários
  • 32. Observação de anelídeos
  • 33. Dissecação de moluscos
  • 34. Observação da morfologia dos insetos
  • 35. Observação das estruturas externas dos peixes teleósteos
  • 36. Dissecação de um anfíbio
  • 37. Observação da estrutura externa dos ofídios
  • 38. Observação da reação entre a saliva e o amido
  • 39. Cálculo da densidade populacional
  • 40. Observação das relações produtor/consumidor
Fonte: Manual de Orientação Biologia MEC.

5 habilidades para trabalhar nas aulas de ciências

5 habilidades para trabalhar nas aulas de ciências


Os alunos usam as habilidades de processo da ciência para desenvolver uma compreensão dos conceitos científicos. 

Habilidades 


Atenção 

Atividade que chamará a atenção do aluno, estimulará seu raciocínio e terá acesso ao conhecimento prévio.

Investigar 

Atividade que dá aos alunos tempo para pensar e investigar / testar / tomar decisões / resolver problemas e coletar informações.

Analisar
Atividade que permite aos alunos analisar sua exploração. A compreensão do aluno é esclarecida e modificada por meio de uma atividade reflexiva.

Elaborar 
Atividade que expande e solidifica o pensamento do aluno e / ou o aplica a uma situação do mundo real.

Explicar 
Atividade que permite ao professor avaliar o desempenho do aluno e / ou a compreensão de conceitos, habilidades, processos e aplicações.
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Para explorar essas atividades o professor deve:

Atenção - Atividades sugeridas

Leitura
Escrita Livre
Debate
Envolver 

Cria interesse.
Gera curiosidade.
Levanta questões.
Provoca respostas que revelam o que os alunos sabem ou pensam sobre o conceito / tópico.
Envolva o que o aluno faz 

Faz perguntas como: Por que isso aconteceu? O que eu já sei sobre isso? O que descobri sobre isso?
Mostra interesse no assunto.

Investigar - atividades sugeridas 


Realizar uma investigação
Leia recursos autênticos para coletar informações
Resolver um problema
Construir um modelo
Incentiva os alunos a trabalharem juntos sem instrução direta do professor.
Observa e ouve os alunos enquanto eles interagem.
Faz perguntas de sondagem para redirecionar as investigações dos alunos quando necessário.
Fornece tempo para os alunos resolverem os problemas.

Pensa livremente, mas dentro dos limites da atividade.
Testa previsões e hipóteses.
Forma novas previsões e hipóteses.
Tenta alternativas e discute-as com outras pessoas.
Registra observações e idéias.
Suspende o julgamento.


Analisar as atividades sugeridas 


Análise e explicação do aluno
Apoiando ideias com evidências
Questionamento Estruturado
Leitura e discussão
Explicação do professor
Atividades de habilidade de pensamento: comparar, classificar, análise de erros

Incentiva os alunos a analisar conceitos e definições em suas próprias palavras.
Pede justificativas (evidências) e esclarecimentos aos alunos.
Fornece formalmente definições, explicações e novos rótulos.
Usa as experiências anteriores dos alunos como base para explicar os conceitos.

Explica possíveis soluções ou respostas para outras pessoas.
Ouve oficialmente as explicações dos outros.
Questiona as explicações dos outros.
Ouve e tenta compreender as explicações que o professor oferece.
Refere-se a atividades anteriores.
Usa observações registradas nas explicações.

Elaborar - Atividades Sugeridas 


Solução de problemas
Tomando uma decisão
Investigação Experimental
Atividades de habilidades cognitivas: compare, classifique, aplique
Amplie o  que o professor faz 

Espera que os alunos usem rótulos, definições e explicações formais fornecidas anteriormente.
Incentiva os alunos a aplicar ou estender os conceitos e habilidades em novas situações.
Lembra os alunos de explicações alternativas.
Refere os alunos aos dados e evidências existentes e pergunta: O que você já sabe? Por que você pensa . . .?
As estratégias do Explore se aplicam aqui também.

Aplica novos rótulos, definições, explicações e habilidades em situações novas, mas semelhantes.
Usa informações anteriores para fazer perguntas, propor soluções, tomar decisões e projetar experimentos.
Tira conclusões razoáveis ​​de evidências.
Registra observações e explicações.
Verifica se há entendimentos entre pares.
Base Nacional Comum Curricular (BNCC)


Explicar/Demonstrar - atividades sugeridas 


Qualquer uma das atividades anteriores
Avaliação de desempenho
Produza um Produto

Observa os alunos enquanto eles aplicam novos conceitos e habilidades.
Avalia o conhecimento e / ou habilidades dos alunos.
Procura evidências de que os alunos mudaram seu pensamento ou comportamento.
Permite que os alunos avaliem suas próprias habilidades de aprendizagem e de processo em grupo.
Faz perguntas abertas, como: Por que você acha. . .? Que provas você tem? O que você sabe sobre x? Como você explicaria x?

Responde a perguntas abertas usando observações, evidências e explicações previamente aceitas.
Aluno demonstra compreensão ou conhecimento do conceito ou habilidade.
Faz perguntas relacionadas que encorajariam investigações futuras.

 Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

adaptado de http://www.pfisd.net/cms/lib/TX01001527/Centricity/Domain/89/Subject%20Resources/Secondary%20Science/5Espwrpt_000.ppt

Texto de Ciências sobre Estrelas: Ciclo de vida.

 Estrelas:  Ciclo de vida.

O que é uma nebulosa? 

Uma nebulosa pode ser definida como uma nuvem tênue de gás interestelar e poeira.

Algumas nebulosas são os restos de uma explosão de supernova a morte e o colapso de uma estrela massiva podem causar essa explosão, isso significa que as nebulosas podem ser os restos de estrelas velhas e mortas.

A maioria das nebulosas são condensações de gases induzidas pela gravidade, onde nascem as protoestrelas.

Como um Protostar é formado? 

Dentro de uma nebulosa, existem áreas onde a gravidade faz com que a poeira e o gás se “aglomerem”.

À medida que esses “aglomerados” acumulam mais e mais massa, sua atração gravitacional aumenta, forçando mais átomos a se unirem.

Esse processo é conhecido como acréscimo e o resultado é uma proto-estrela.

Como um Protostar se torna uma estrela? 

Para compreender esse processo, o conceito de equilíbrio deve ser compreendido.

O equilíbrio é, em essência, um equilíbrio.

No caso da formação de estrelas, esse equilíbrio existe entre a gravidade e a pressão do gás.

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Atingindo o Equilíbrio 

A primeira gravidade puxa o gás e a poeira para dentro, em direção ao núcleo da estrela em potencial.

Dentro do núcleo, a densidade e a temperatura aumentam conforme aumentam as colisões atômicas, causando um aumento na pressão do gás.

Finalmente, quando a pressão do gás é igual à gravidade, a proto-estrela atingiu o equilíbrio e, portanto, atingiu um tamanho razoavelmente estável.

O nascimento 

Depois que a protoestrela atinge o equilíbrio, uma de duas coisas ocorre:

Se não houver massa suficiente, torna-se uma anã marrom que é uma “estrela” que não irradia muito calor e luz.

No caso de conter uma quantidade apropriada de matéria, a fusão nuclear começa e a luz é emitida.

A Sequência Principal 

Uma estrela é basicamente uma enorme bola de gás em fusão nuclear.

A fase da sequência principal é onde as estrelas passam a maior parte de sua “vida” fundindo hidrogênio em hélio.

Existem dois tipos de estrelas da sequência principal:

  • uma gigante vermelha que é uma grande estrela brilhante com uma superfície fria.
  • uma anã vermelha que são estrelas muito frias, fracas e pequenas

O Fim da Sequência Principal 

A estrela encolhe lentamente ao longo de bilhões de anos à medida que o hidrogênio é usado pela fusão.

A temperatura, densidade e pressão da estrela no núcleo continuam a aumentar.

Uma vez que o hidrogênio se esgota, o hélio se funde em carbono, quando isso ocorre a estrela atingiu a “velhice”.

A morte 

Existem duas maneiras pelas quais uma estrela pode morrer, dependendo de seu tamanho.

Se a estrela tiver pouca massa, ela expande suas camadas externas, criando nebulosas e uma anã branca se forma a partir do núcleo.

Se for de grande massa, a morte ocorre em uma explosão massiva conhecida como supernova, o núcleo remanescente então se transforma em uma estrela de nêutrons ou um buraco negro.

O que é uma anã branca? 

Eles se formam a partir do núcleo de gigantes vermelhos mortos que eram pequenos demais para fundir carbono.

Uma vez que não sofrem fusão, eles não têm fonte de energia e desaparecem gradualmente.

Quando irradiarem toda a sua energia, teoricamente se tornarão uma anã negra.

Visto que as anãs brancas não podem ser mais velhas que o universo (13,7 bilhões de anos), nenhuma anã negra existe atualmente.

O que é uma Supernova? 

Eles podem se formar quando a energia potencial gravitacional - criada por um colapso gravitacional repentino de uma grande gigante vermelha - aquece e expulsa as camadas externas da estrela, resultando em uma explosão.

Além disso, eles podem se formar quando uma anã branca inflama a fusão de carbono, o que resulta em uma reação de fusão nuclear descontrolada e causa uma supernova.

As supernovas podem ser tão imensas que a energia produzida pode ser igual à energia que o Sol cria ao longo de um período de 10 bilhões de anos !

O que é uma estrela de nêutrons? 

Uma estrela de nêutrons é formada como resultado da compressão de uma estrela massiva.

O material do núcleo, conhecido como matéria degenerada de nêutrons, consiste principalmente de nêutrons com alguns prótons e elétrons.

A gravidade é tão intensa que se um objeto atingisse a superfície, ele dispersaria todas as suas partículas subatômicas e se fundiria com a estrela!

A matéria é tão densa que uma colher de chá pesaria bilhões de toneladas!

Algumas pessoas veem as estrelas de nêutrons como átomos gigantes.

Universo

O que é um buraco negro estelar? 

Se uma estrela em colapso exceder a massa máxima que uma estrela de nêutrons pode ter, ela se desenvolverá em um buraco negro estelar.

Os buracos negros são áreas extremamente densas com uma atração gravitacional tão poderosa que nem mesmo a luz consegue escapar!


Referências

Trabalhos citados 
www.dictionary.com
aspire.cosmicray.org/labs/star_life/starlife_proto.html 
www.astro.keele.ac.uk/workx/starlife/StarpageS_26M.html 
http://www.telescope.org/pparc/res8.html
www.antonine-education.co.uk
www.darkstar1.co.uk
www.pbs.org
outreach.jach.hawaii.edu
www.spaceflightnow.com
wikipedia.org
www.cosmographica.com 
https://vetmed.tamu.edu/peer/the-life-cycle-of-a-star/

Texto de Biologia sobre O que é Extinção das Espécies?

 Extinção das Espécies

Como os biólogos estimam as taxas de extinção e como as atividades humanas afetam essas taxas?

Por que devemos nos preocupar em proteger as espécies selvagens?
Quais atividades humanas colocam em risco a vida selvagem?
Como podemos ajudar a prevenir a extinção prematura de espécies?
O que é ecologia de reconciliação e como ela pode ajudar a prevenir a extinção prematura de espécies?

Em 1858, a caça ao pombo-correio tornou-se um grande negócio.
Em 1900, eles foram extintos por excesso de colheita e perda de habitat.

EXTINÇÃO DE ESPECIES 


Espécies podem se extinguir:
  1. Localmente : uma espécie não é mais encontrada em uma área que antes habitava, mas ainda é encontrada em outras partes do mundo.
  2. Ecologicamente : ocorre quando restam tão poucos membros de uma espécie que eles não desempenham mais seu papel ecológico.
  3. Globalmente (biologicamente) : as espécies não são mais encontradas na Terra.
Extinção Global 

Alguns animais foram extintos prematuramente por causa das atividades humanas.
 
Capital natural perdido: algumas espécies animais que se extinguiram prematuramente em grande parte devido às atividades humanas, principalmente a destruição do habitat e a caça excessiva. O Great Auk foi extinto em 1844 devido à caça excessiva por causa de sua disposição de marchar até os navios.

 PERGUNTA: Por que você acha que os pássaros estão no topo desta lista?

Espécies em perigo e ameaçadas: alarmes ecológicos de fumaça 

Espécies ameaçadas de extinção : tão poucos sobreviventes individuais que logo poderá se extinguir.
Espécie ameaçada : ainda abundante em sua área de distribuição natural, mas provavelmente estará em perigo em um futuro próximo.
 
Capital natural em perigo: espécies que estão em perigo ou ameaçadas de extinção prematura em grande parte por causa das atividades humanas. Quase 30.000 das espécies do mundo e 1.260 daqueles nos Estados Unidos estão oficialmente listadas como em perigo de extinção. A maioria dos biólogos acredita que o número real de espécies em risco é muito maior.
 
Tartaruga-de-pente 
Panda gigante 
Furão de pés pretos 
Guindaste gigante 
Coruja pintada do norte 
Baleia Azul 

Algumas espécies apresentam características que as tornam vulneráveis ​​à extinção ecológica e biológica.
 
Os cientistas usam medidas e modelos para estimar as taxas de extinção.
Os cientistas usam modelos para estimar o risco de extinção ou ameaça de extinção de determinadas espécies.

IMPORTÂNCIA DAS ESPÉCIES SELVAGENS  


Não devemos causar a extinção prematura de espécies por causa dos serviços econômicos e ecológicos que fornecem. Alguns acreditam que cada espécie selvagem tem o direito inerente de existir.
Algumas pessoas distinguem os direitos de sobrevivência entre vários tipos de espécies (plantas x animais).

PERDA DE HABITAT, DEGRADAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO 

Os biólogos conservacionistas resumem as causas mais importantes de extinção prematura: Destruição, degradação e fragmentação de habitatnEspécies invasivas, Crescimento populacional, Poluição

A maior ameaça para uma espécie é a perda, degradação e fragmentação de onde ela vive.

Degradação do capital natural: causas básicas e diretas de esgotamento e extinção prematura de espécies selvagens. A principal causa direta do esgotamento da vida selvagem e extinção prematura é a perda, degradação e fragmentação do habitat. Isso é seguido pela introdução deliberada ou acidental de espécies invasoras (não nativas) prejudiciais aos ecossistemas.

Redução em intervalos de quatro espécies de vida selvagem, principalmente devido à perda de habitat e colheita excessiva.
 
As atividades humanas estão causando sérios declínios nas populações de muitas espécies de pássaros.
As 10 espécies mais ameaçadas de pássaros canoros dos Estados Unidos, de acordo com um estudo de 2002 da National Audubon Society. Muitas dessas espécies são vulneráveis ​​devido à perda de habitat e fragmentação das atividades humanas. Estima-se que 12% das espécies de aves conhecidas no mundo podem enfrentar a extinção prematura das atividades humanas durante este século. (Dados da National Audubon Society)

A maioria das espécies de pássaros do mundo é encontrada na América do Sul. Ameaçado com perda de habitat e espécies invasoras.

Muitas espécies não nativas nos fornecem alimentos, remédios e outros benefícios, mas algumas podem exterminar as espécies nativas, perturbar os ecossistemas e causar grandes perdas econômicas.
 
Muitas espécies invasoras foram introduzidas intencionalmente.
A prevenção é a melhor forma de reduzir as ameaças de espécies invasoras, porque, uma vez que chegam, é quase impossível retardar sua disseminação.
 
• Clima semelhante ao habitat do invasor 
• Ausência de predadores nas espécies invasoras 
• Sucessão inicial sistemas 
• Baixa diversidade de espécies nativas 
• Ausência de fogo 
• Perturbado por atividades humanas 

Espécies Invasoras 
• Alta taxa reprodutiva,   curto tempo de geração   (espécies selecionadas por r) 
• espécies pioneiras 
• Vida longa 
• Alta taxa de dispersão 
• Liberar inibidor de crescimento produtos químicos no solo 
• Generalistas 
• Alta variabilidade genética 

O crescimento populacional, a afluência e a poluição promoveram a extinção prematura de algumas espécies. A mudança climática projetada ameaça várias espécies de extinção prematura.
Poluição 


SUPER EXPLORAÇÃO 
Algumas espécies protegidas são mortas por suas peças valiosas ou vendidas vivas a colecionadores.
Matar predadores e pragas que nos incomodam ou causam perdas econômicas ameaça algumas espécies de extinção prematura.
O comércio legal e ilegal de espécies selvagens usadas como animais de estimação ou para fins decorativos ameaça algumas espécies de extinção.

Como ocorre a Extinção das Espécies?
Imagem Ilustrativa Pixabay


Os rinocerontes são freqüentemente mortos por seus chifres e vendidos ilegalmente no mercado negro para fins decorativos e medicinais.
 

PROTEGENDO ESPÉCIES SELVAGENS: ABORDAGENS LEGAIS E ECONÔMICAS 

Tratados internacionais ajudaram a reduzir o comércio internacional de espécies ameaçadas de extinção, mas a fiscalização é difícil.
Uma das mais poderosas é a Convenção de 1975 sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Extinção (CITES).
Assinado por 169 países, lista 900 espécies que não podem ser comercializadas comercialmente.
Estudo de caso:  
The US Endangered Species Act 

Uma das leis ambientais mais abrangentes e controversas do mundo é a Lei de Espécies Ameaçadas dos Estados Unidos (ESA) de 1973.


PROTEGENDO ESPÉCIES SELVAGENS: A ABORDAGEM SANTUÁRIA 

Bancos de genes, jardins botânicos e uso de fazendas para criar espécies ameaçadas podem ajudar a prevenir a extinção, mas essas opções carecem de financiamento e espaço de armazenamento.
Os zoológicos e aquários podem ajudar a proteger as espécies animais ameaçadas preservando alguns indivíduos com o objetivo de reintrodução de longo prazo, mas sofrem com a falta de espaço e dinheiro.
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ECOLOGIA DE RECONCILIAÇÃO 

A ecologia de reconciliação envolve encontrar maneiras de compartilhar os lugares que dominamos com outras espécies.
Substituição de gramíneas de monocultura por espécies nativas.
Manter habitats para morcegos comedores de insetos pode conter insetos indesejados.
Redução e eliminação de pesticidas para proteger organismos não visados ​​(como insetos polinizadores vitais).


Serpentes de Interesse Médico da Amazônia: Biologia, Vevenos e Tratamento de Acidentes

 Título:  Serpentes de Interesse Médico da Amazônia: Biologia, Vevenos e Tratamento de Acidentes

 Autor:    Maria Cristina dos Santos [et al.].  Manaus: UA/SESU, 1995. 

Categoria:  Biolgia


Serpentes de Interesse Médico da Amazônia: Biologia, Vevenos e  Tratamento de Acidentes



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APRESENTAÇÃO


Na história do ofidismo mundial, o Brasil tem grande importância, sobretudo pelas pesquisas

realizadas por Vital Brazil, no início deste século. Anteriormente aos trabalhos realizados por Vital Brazil, A. Calmette, na Indochina, estudando o veneno de Naja tripudians, e C. Phisalix e G. Ber-trand, na França, estudando Vipera aspis, demonstraram simultaneamente a possibilidade de se obterum soro antitóxico preventivo e curativo contra o veneno das serpentes e preconizaram a utilização deste para todos os tipos de acidentes ofídicos. Testando este antiveneno, denominado polivalente, frente às espécies brasileiras, Vital Brazil observou que o mesmo não neutralizava a atividade letal.

Foi então que, ao produzir antivenenos a partir da imunização com venenos das espécies brasileiras,

Vital Brazil observou que estes neutralizavam a atividade letal, descobrindo a especificidade dos

antivenenos.

A partir dessa época, muitos pesquisadores contribuíram para o avanço dos conhecimentos

sobre os venenos das serpentes brasileiras. Além do Instituto Butantan (SP), pioneiro na produção

de antivenenos, outros grupos foram formados, como a Fundação Ezequiel Dias (MG) e o Instituto

Vital Brazil (RJ).

No Brasil, os acidentes ofídicos constituem um sério problema de saúde pública, em virtude

do grande número de pessoas atingidas anualmente e da própria gravidade dos casos. No entanto,

este problema de saúde pública difere dos demais, como a doença de Chagas e o cólera, por não

possuir medidas sanitárias preventivas, pois estes acidentes ocorrem normalmente pela invasão do

homem no habitat das serpentes. Medidas profiláticas podem ser tomadas de forma a diminuir os

riscos de acidente.


Com base nas informações do Ministério da Saúde, a freqüência de acidentes ofídicos na regi-

ão Norte (0,28 casos em cada mil habitantes, por ano, entre 1986 e 1989) é quase duas vezes maior


que a freqüência média para o Brasil (0,15 casos em cada mil habitantes, por ano, no mesmo perío-

do). Esta alta freqüência de acidentes ofídicos na região Norte provavelmente ainda seja subestima-

da, devido à baixa notificação dos acidentes que ocorrem nesta região, especialmente no Estado do


Amazonas (onde a freqüência de acidentes é de 0,20 casos em cada mil habitantes, por ano). Esta

provável subnotificação pode ser devida à crença infundada de que o paciente deve receber o soro

apenas durante as primeiras seis horas após a picada. Sabe-se que o veneno se mantém na circulação


por longos períodos após o acidente; portanto, o paciente deve receber a soroterapia, independente-

mente do tempo decorrido após a picada. A notifição do acidente ofídico só é fornecida ao Ministé-

rio da Saúde quando o paciente recebe a soroterapia. Entretanto, no Estado do Amazonas, como o


principal meio de transporte é o fluvial, os pacientes acabam chegando ao hospital ou posto de saú-

de, geralmente muitas horas após o acidente e não recebem o soro. Portanto, os acidentes acabam


não sendo notificados e devem ser em número muito maior do que consta em estatísticas oficiais.


Além disso, a grande diversidade de serpentes peçonhentas, aliada à enorme extensão territorial, for-

talece as suspeitas de subnotificação. Em razão disto, resolvemos escrever este manual para que os


VII


profissionais da área da saúde possam se atualizar em relação às serpentes, aos venenos e ao trata-

mento dos acidentes ofídicos que ocorrem na região amazônica. Desta forma, esperamos estimular a


notificação dos acidentes ofídicos para que o Ministério da Saúde possa distribuir os antivenenos em

quantidades adequadas para o atendimento dos pacientes da região.


Antes de entrarmos no assunto das serpentes e seus venenos, é preciso esclarecer alguns ter-

mos para facilitar o entendimento do texto. Existe uma certa confusão entre os termos veneno e pe-

çonha (e conseqüentemente entre os termos venenoso e peçonhento). Animais peçonhentos são


aqueles que introduzem substâncias tóxicas (peçonhas), produzidas em glândulas, no organismo vi-

vo, com auxílio de aparelho inoculador (ferrões, acúleos, presas ou dentes). Portanto, as peçonhas


são inoculadas (ou injetadas) nos organismos vivos. Por outro lado, os animais venenosos são aque-

les que possuem glândulas produtoras de veneno, embora não apresentem órgão inoculador. Neste


caso, o envenenamento ocorre pela ingestão do animal portador de veneno ou do próprio veneno. Os


venenos são constituídos de compostos orgânicos secundários de baixo peso molecular, como os al-

calóides. Os animais conhecidamente venenosos são os sapos (cururus, por exemplo) e algumas rãs


(da família Dendrobatidae, por exemplo). Para que um animal (ou o próprio homem) seja envenena-

do por um destes animais, é preciso que ele os ingira. As serpentes, os escorpiões, as aranhas, as


abelhas e as lacraias são considerados animais peçonhentos, pois são capazes de inocular a peçonha.

É muito comum o uso do termo veneno para designar peçonha. Neste texto, utilizaremos estes dois

termos indistintamente.


Outra confusão comum ocorre com os termos cobra e serpente. Algumas pessoas leigas acre-

ditam que as serpentes são venenosas e as cobras não o são, o que é errado. Na verdade, os dois ter-

mos significam a mesma coisa e podem designar qualquer espécie, venenosa ou não.


Ao longo do presente texto utilizaremos com freqüência os termos subespécie, espécie, gêne-

ro e família, usados na classificação científica dos seres vivos. Desde os tempos antigos, a classifi-

cação dos animais segue uma estrutura hierárquica na qual os organismos são agrupados de acordo


com a presença de características comuns (por exemplo, os cachorros domésticos, os lobos e as ra-

posas são todos incluídos em um mesmo grupo, a família Canidae, por possuírem diversas caracte-

rísticas em comum). Os níveis da classificação mais comumente utilizados são a família, o gênero, a


espécie e a subespécie. Vejamos um exemplo prático, utilizando uma serpente. A cascavel brasileira

é considerada pelos cientistas como uma espécie, designada cientificamente de Crotalus durissus.

Note que o nome científico de uma espécie é sempre escrito com letras diferentes (neste texto elas

aparecem inclinadas) e sempre composto por dois nomes: o primeiro designa o gênero (Crotalus;


sempre com a primeira letra maiúscula) e o segundo designa a espécie (durissus; sempre com a pri-

meira letra minúscula). O nome durissus sozinho não tem nenhum sentido, pois o nome relativo à


espécie deve vir sempre acompanhado do nome relativo ao gênero (Crotalus), ou seja, Crotalus du-

rissus neste exemplo. Usa-se ainda a categoria subespécie para designar raças diferentes de uma


mesma espécie. Neste caso, a cascavel que ocorre no Brasil (Crotalus durissus) é dividida em várias

subespécies, como Crotalus durissus terrificus (a cascavel do Sul e Sudeste do Brasil) e Crotalus


VIII


durissus ruruima (a cascavel de Roraima). Note que o nome da subespécie vem após o nome da es-

pécie e que também se inicia com letra minúscula. A categoria gênero pode possuir mais de uma


espécie. Por exemplo, Crotalus scutulatus (uma cascavel da América do Norte) é outra espécie do


gênero Crotalus. Já a categoria família pode englobar vários gêneros: por exemplo, a família Vipe-

ridae agrupa os gêneros Bothrops (que engloba diversas espécies de jararacas), Lachesis (que possui


apenas uma espécie, a surucucu-pico-de-jaca) e Crotalus (que engloba várias espécies de cascavel,

das quais uma delas ocorre no Brasil). Note que o nome da família (por exemplo, Viperidae) não é

escrito com letras diferentes, sempre começa com letra maiúscula e sempre termina em “dae”.

O propósito deste livreto é a atualização dos profissionais de saúde em relação às serpentes,

aos venenos e ao tratamento dos acidentes ofídicos que ocorrem na região amazônica. Este texto não

deve substituir os manuais distribuídos pelo Ministério da Saúde, mas complementá-los.

Junto com este livreto estão dois cartazes educativos: um sobre as serpentes venenosas da

Amazônia e outro sobre primeiros socorros e prevenção de acidentes ofídicos. Afixe-os em um local

bem visível para que um grande número de pessoas possa vê-los.

As tabelas citadas no texto e o método de determinação do tempo de coagulação sangüínea


(TC) estão agrupados em anexo, no fim do livreto, para facilitar a consulta. Recomendamos aos pro-

fissionais de saúde que copiem essas tabelas e o método de TC (através de reprografia) e afixem-nos


em local de fácil visualização. Maiores detalhes sobre as informações apresentadas nas tabelas en-

contram-se no texto.


Qualquer dúvida ou sugestão que você tenha com relação a este livreto, por favor, entre em

contato conosco. Suas dúvidas e sugestões podem nos ajudar a melhorar a qualidade deste texto,

tornando-o de fácil compreensão e acessível a um maior número de profissionais.

Os autores.

Manaus, 1995.


http://eco.ib.usp.br/labvert/Serpentes-de-Interesse-Medico-da-Amazonia.pdf

Serpentes de Interesse Médico da Amazônia: Biologia, Vevenos e  Tratamento de Acidentes


Declaração Universal do Genoma Humano e Direitos Humanos UNESCO

 Título:    Declaração Universal do Genoma Humano e Direitos Humanos

Autor:    UNESCO   

Categoria:    Biologia Geral

Idioma:    Português

Declaração Universal do Genoma Humano e Direitos Humanos UNESCO




UNESCO
A Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos
Prefácio
Acredito que um leitor, ao deparar-se com a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e
os Direitos Humanos, adotada pela Conferência Geral da UNESCO em sua 29° sessão (1997), será
impactado por dois aspectos. Primeiramente, pela abrangência do texto que, num contexto científico e
político marcado por questões polêmicas como a manipulação do genoma humano, a clonagem
humana e os transgênicos, afirma ou reafirma princípios e valores intangíveis. Em segundo lugar,
pelos inúmeros e diferentes atores envolvidos, graças a diversos fatores: a natureza inerente ao
assunto que, como todas as questões éticas, situa-se na interface entre várias disciplinas; a
universalidade de seu enfoque, que deverá ser enriquecido por um debate público envolvendo todos
os membros da sociedade; a diversidade de contextos econômicos, sociais e culturais nos quais se
enraíza o pensamento ético ao redor do mundo. Isso porque a reflexão de cada indivíduo se
desenvolve conforme sua própria natureza, plasmada por sua história e suas tradições (legais,
políticas, filosóficas, religiosas, etc.).
Diante das novas questões éticas levantadas pela velocidade, algumas vezes surpreendente do
progresso nesse campo, a abrangência e o alcance potencial da Declaração, tornaram necessário à
UNESCO elaborar um sistema voltado para seu acompanhamento e implementação – uma inovação
em se tratando de instrumento não mandatário.
De todos os lados, afirmou-se o interesse de que esse sistema possa se tornar rapidamente
operacional, de modo que os princípios contidos no texto possam ser transformados em realidade com
a maior rapidez possível. A Declaração necessita ser implementada com especial urgência, em função
da velocidade sempre crescente do progresso técnico e científico da biologia e da genética, em que
cada avanço quase infalivelmente traz novas esperanças para a melhoria do bem estar da humanidade,
ao lado de dilemas éticos sem precedentes.
Em decorrência disso, a Conferência Geral da UNESCO em sua 30° sessão (1999) adotou as
“Diretrizes para a Implementação da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos
Humanos” elaboradas pelo Comitê Internacional de Bioética e aprovadas pelo Comitê
Intergovernamental de Bioética.
Estou convencido de que essas Diretrizes servirão para reforçar o compromisso moral
assumido pelos Estados-Membros ao adotarem a Declaração, para dar consistência aos valores que
defende e para estimular o maior número possível de indivíduos a refletir sobre preocupações de
natureza ética, ampliadas a cada dia por novas questões, para as quais não há respostas definidas e
cujo desdobramentos podem, hoje, afetar o destino que a humanidade está construindo para si.
Koïchiro Matsuura
Diretor-Geral da UNESCO
Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os
Direitos Humanos
A Conferência Geral,
 Adotada unanimemente por aclamação em 11 de novembro de 1997 pela 29° sessão da Conferência Geral da UNESCO
Recordando que o Preâmbulo da Constituição da UNESCO se refere aos “princípios
democráticos da dignidade, da igualdade e do respeito mútuo entre os homens”, rejeita “ qualquer
doutrina que estabeleça a desigualdade entre homens e raças”, estipula “que a ampla difusão da
cultura e a educação da humanidade para a justiça, para a liberdade e para a paz são indispensáveis à
sua dignidade e constituem um dever sagrado a ser cumprido por todas as nações num espírito de
mútua assistência e compreensão”, proclama que “a paz deve fundamentar-se na solidariedade
intelectual e moral da humanidade” e afirma que a Organização busca atingir “por intermédio das
relações educacionais, científicas e culturais entre os povos da terra, os objetivos da paz internacional
e do bem estar comum da humanidade, em razão dos quais foi estabelecida a Organização da Nações
Unidas e que são proclamados em sua Carta".
Lembrando solenemente sua ligação com princípios universais dos direitos humanos,
particularmente aqueles estabelecidos na Declaração Universal do Direitos Humanos de 10 de
dezembro de 1948 e nos dois Pactos Internacionais das Nações Unidas, respectivamente, sobre
Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e sobre os Direitos Civis e Políticos de 16 de dezembro de
1966, na Convenção das Nações Unidas sobre a Prevenção e Punição dos Crimes de Genocídio de 9
de dezembro de 1948, a Convenção Internacional das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as
Formas de Discriminação Racial de 21 de dezembro de 1965, a Declaração das Nações Unidas sobre
os Direitos dos Portadores de Retardamento Mental de 20 de dezembro de 1971, a Declaração das
Nações Unidas sobre os Direitos dos Portadores de Deficiências de 9 de dezembro de 1975, a
Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a
Mulher de 18 de dezembro de 1979, a Declaração das Nações Unidas sobre Princípios Básicos de
Justiça para Vítimas de Crimes e Abuso de Poder de 29 de novembro de 1985, a Convenção das
Nações Unidas sobre os Direitos da Criança de 20 de novembro de 1989, as Normas Padrão das
Nações Unidas sobre a Igualdade de Oportunidade para Indivíduos Portadores de Deficiências de 20
de dezembro de 1993, a Convenção sobre a Proibição do Desenvolvimento, Produção e Estocagem de
Armas Bacteriológicas (Biológicas) e Toxínicas e sua Destruição de 16 de dezembro de 1972, a
Convenção da UNESCO relativa à Luta contra a Discriminação no Campo do Ensino de 16 de
dezembro de 1960, a Declaração da UNESCO sobre os Princípios da Cooperação Cultural
Internacional de 4 de novembro de 1966, a Recomendação da UNESCO sobre o Status de
Pesquisadores Científicos de 20 de novembro de 1974, a Declaração da UNESCO sobre Racismo e
Preconceito Racial de 27 de novembro de 1978, a Convenção OIT (n° 111) relativa à Discriminação
no Trabalho e Ocupação de 25 de junho de 1958 e a Convenção OIT (n° 169) sobre Povos Indígenas
e Tribais em Nações Independentes de 27 de junho de 1989,
Tomando em consideração e sem prejuízo de seu conteúdo, os instrumentos internacionais
que possam ter influência na aplicação da genética, no domínio da propriedade intelectual, inter alia,
a Convenção de Berna para a Proteção de Obras Literárias e Artísticas de 9 de setembro de 1886 e a
Convenção Internacional da UNESCO sobre Copyright de 6 de setembro de 1952, em sua última
revisão efetuada em Paris em 24 de julho de 1971, a Convenção de Paris para a Proteção da
Propriedade Industrial de 20 de março de 1883, em sua última revisão efetuada em Estocolmo em 14
de julho de 1967, o Tratado da OMPI de Budapeste sobre o Reconhecimento Internacional de
Depósito de Microorganismos para Efeitos de Patenteamento de 28 de abril de 1977 e o Acordo
sobre Aspectos Relacionados ao Comércio de Direitos de Propriedade Intelectual (TRIPs) anexo ao
Acordo que estabelece a Organização Mundial de Comércio, que entrou em vigor em 1° de janeiro de
1995,
Tendo, presente, também a Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica de 5
de junho de 1992 e enfatizando, nesse caso, que o reconhecimento da diversidade genética da
humanidade não deve levar à qualquer interpretação de natureza política ou social que possa colocar
em dúvida “ a dignidade inerente e (...) os direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da
família humana”, conforme estabelecido no Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos
Humanos,
Reiterando a Resolução 22 C/13.1, a Resolução 23 C/13.1 e a Resolução 24 C/13.1, a
Resolução 25 C/5.2 e 7.3, a Resolução 27 C/5.15 e as Resoluções 28 C/0.12, 28 C/2.1 e 28 C/2.2, que
instam a UNESCO a promover e realizar estudos sobre a ética e as ações deles decorrentes com
relação às consequências do progresso científico e tecnológico nos campos da biologia e da genética,
ao abrigo do respeito aos direitos e das liberdades fundamentais dos seres humanos,
Reconhecendo que a pesquisa sobre o genoma humano e as aplicações dela resultantes abrem
amplas perspectivas para o progresso na melhoria da saúde de indivíduos e da humanidade como um
todo, mas enfatizando que tal pesquisa deve respeitar inteiramente a dignidade, a liberdade e os
direitos humanos bem como a proibição de todas as formas de discriminação baseadas em
características genéticas,
Proclama os seguintes princípios e adota a presente Declaração.
A Dignidade Humana e os Direitos Humanos
Artigo 1
O genoma humano constitui a base da unidade fundamental de todos os membros da família
humana bem como de sua inerente dignidade e diversidade. Num sentido simbólico, é o patrimônio da
humanidade.
Artigo 2
a) A todo indivíduo é devido respeito à sua dignidade e aos seus direitos, independentemente
de suas características genéticas.
b) Esta dignidade torna imperativa a não redução dos indivíduos às suas características
genéticas e ao respeito à sua singularidade e diversidade.
Artigo 3
O genoma humano, evolutivo por natureza, é sujeito a mutações. Contém potencialidades
expressadas de formas diversas conforme o ambiente natural e social de cada indivíduo, incluindo seu
estado de saúde, condições de vida, nutrição e educação.
Artigo 4
O genoma humano em seu estado natural não deve ser objeto de transações financeiras.
B Direitos dos Indivíduos
Artigo 5
a) A pesquisa, o tratamento ou o diagnóstico que afetem o genoma humano, devem ser
realizados apenas após avaliação rigorosa e prévia dos riscos e benefícios neles implicados e em
conformidade com quaisquer outras exigências da legislação nacional.
b) Em qualquer caso, deve ser obtido o consentimento prévio, livre e esclarecido do indivíduo
envolvido. Se este não estiver em condição de fornecer tal consentimento, esse mesmo consentimento
ou autorização deve ser obtido na forma determinada pela legislação, orientada pelo maior interesse
do indivíduo.
c) Deve ser respeitado o direito de cada indivíduo de decidir se será ou não informado sobre
os resultados da análise genética e das consequências dela decorrentes.
d) No caso de pesquisa, os protocolos devem ser submetidos a uma análise adicional prévia,
em conformidade com padrões e diretrizes nacionais e internacionais relevantes.
e) Se, conforme a legislação, um indivíduo não for capaz de manifestar seu consentimento, a
pesquisa envolvendo seu genoma apenas poderá ser realizada para benefício direto à sua saúde,
sujeita à autorização e às condições de proteção estabelecidas pela legislação. Pesquisa sem
perspectiva de benefício direto à saúde apenas poderá ser efetuada em caráter excepcional, com
máxima restrição, expondo-se o indivíduo a risco e incômodo mínimos e quando essa pesquisa vise
contribuir para o benefício à saúde de outros indivíduos na mesma faixa de idade ou com a mesma
condição genética, sujeita às determinações da legislação e desde que tal pesquisa seja compatível
com a proteção dos direitos humanos do indivíduo.
Artigo 6
Nenhum indivíduo deve ser submetido a discriminação com base em características genéticas,
que vise violar ou que tenha como efeito a violação de direitos humanos, de liberdades fundamentais
e da dignidade humana.
Artigo 7
Dados genéticos associados a indivíduo identificável, armazenados ou processados para uso
em pesquisa ou para qualquer outro uso, devem ter sua confidencialidade assegurada, nas condições
estabelecidas pela legislação.
Artigo 8
Cada indivíduo terá direito, conforme a legislação nacional ou internacional, à justa
indenização por qualquer dano sofrido resultante, direta ou indiretamente, de intervenção sobre seu
genoma.
Artigo 9
Visando a proteção de direitos humanos e liberdades fundamentais, limitações aos princípios
do consentimento e da confidencialidade somente poderão ser determinadas pela legislação, por
razões consideradas imperativas no âmbito do direito internacional público e da legislação
internacional sobre direitos humanos.
C Pesquisa sobre o Genoma Humano
Artigo 10
Nenhuma pesquisa ou suas aplicações relacionadas ao genoma humano, particularmente nos
campos da biologia, da genética e da medicina, deve prevalecer sobre o respeito aos direitos humanos,
às liberdades fundamentais e à dignidade humana dos indivíduos ou, quando for aplicável, de grupos
humanos.
Artigo 11
Práticas contrárias à dignidade humana, tais como a clonagem de seres humanos, não devem
ser permitidas. Estados e organizações internacionais competentes são chamados a cooperar na
identificação de tais práticas e a tomar, em nível nacional ou internacional, as medidas necessárias
para assegurar o respeito aos princípios estabelecidos na presente Declaração.
Artigo 12
a) Os benefícios dos avanços na biologia, na genética e na medicina, relacionados ao genoma
humano, devem ser disponibilizados a todos, com a devida consideração pela dignidade e pelos
direitos humanos de cada indivíduo.
b) A liberdade da pesquisa, necessária ao avanço do conhecimento, é parte da liberdade de
pensamento. As aplicações da pesquisa, incluindo aquelas realizadas nos campos da biologia, da
genética e da medicina, envolvendo o genoma humano, devem buscar o alívio do sofrimento e a
melhoria da saúde de indivíduos e da humanidade como um todo.
D Condições para o Exercício da Atividade Científica
Artigo 13
As responsabilidades inerentes às atividades dos pesquisadores, incluindo rigor, cautela,
honestidade intelectual e integridade no desempenho de suas pesquisas, bem como aquelas
relacionadas à divulgação e utilização de suas descobertas, devem ser alvo de atenção especial no
âmbito da pesquisa sobre o genoma humano, em função de suas implicações éticas e sociais.
Formuladores de políticas públicas e privadas de desenvolvimento científico também possuem
responsabilidades específicas nesse aspecto.
Artigo 14
Os Estados deverão tomar medidas adequadas para ampliar condições materiais e intelectuais
favoráveis à liberdade na condução da pesquisa sobre o genoma humano e para avaliar as implicações
éticas, legais, sociais e econômicas dessa pesquisa, com base nos princípios estabelecidos na presente
Declaração.
Artigo 15
Os Estados devem tomar as providências necessárias para constituir uma base para o livre
exercício da pesquisa sobre o genoma humano, respeitando os princípios estabelecidos na presente
Declaração, de modo a salvaguardar o respeito aos direitos humanos, às liberdades fundamentais e à
dignidade humana e a proteção da saúde pública. Os Estados devem assegurar que os resultados da
pesquisa não sejam utilizados para fins não pacíficos.
Artigo 16
Os Estados devem reconhecer o valor de promover, em vários níveis e conforme seja
adequado, o estabelecimento de comitês de ética independentes, multidisciplinares e pluralistas para
avaliarem as questões éticas, legais e sociais levantadas pela pesquisa sobre o genoma humano e suas
aplicações.
E Solidariedade e Cooperação Internacional
Artigo 17
Os Estados devem respeitar e promover a prática da solidariedade relativamente a indivíduos,
famílias e grupos populacionais particularmente vulneráveis ou afetados por doença ou deficiência de
caráter genético. Devem estimular, inter alia, pesquisa para a identificação, prevenção e tratamento de
doenças causadas ou influenciadas por fatores genéticos, particularmente as doenças raras, bem como
de doenças endêmicas que afetem parte expressiva da população mundial.
Artigo 18
Os Estados devem empreender esforços, com devida consideração aos princípios
estabelecidos na presente Declaração, para continuar estimulando a disseminação internacional do
conhecimento científico relacionado ao genoma e à diversidade humana e sobre a pesquisa genética e,
nesse aspecto, impulsionar a cooperação científica e cultural, particularmente entre países
industrializados e países em desenvolvimento.
Artigo 19
a) Ao abrigo da cooperação internacional com países em desenvolvimento, os Estados devem
estimular a implementação de medidas que permitam:
i) avaliação de riscos e benefícios das pesquisas a serem implementadas sobre o
genoma humano e dos abusos a serem evitados;
ii) ampliação e fortalecimento da capacidade dos países em desenvolvimento para
realizarem pesquisas sobre a biologia e genética humanas, levando em conta suas
problemáticas específicas;
iii) acesso, pelos países em desenvolvimento, aos benefícios das conquistas da
pesquisa científica e tecnológica para que o uso em benefício de seu progresso
econômico e social, possa contribuir para o benefício de todos;
iv) promoção do livre intercâmbio de conhecimento e informação científica nas áreas
da biologia, da genética e da medicina.
b) Organizações internacionais importantes, devem apoiar e promover as iniciativas tomadas
pelos Estados com as finalidade acima mencionadas.
F Divulgação dos Princípios Estabelecidos pela Declaração
Artigo 20
Os Estados devem tomar as medidas apropriadas para divulgar os princípios estabelecidos na
presente Declaração por intermédio da educação e outros meios relevantes, inter alia, por meio da
realização de pesquisas e treinamento em campos interdisciplinares e pela promoção da educação em
bioética, em todos os níveis, em particular junto aos responsáveis por políticas voltadas para as áreas
da ciência.
Artigo 21
Os Estados devem tomar as medidas necessárias para estimular outros tipos de pesquisa,
treinamento e disseminação de informação que conduzam à conscientização da sociedade e de todos
os seus membros sobre suas responsabilidades com relação a questões fundamentais ligadas à defesa
da dignidade humana que podem ser suscitadas pela pesquisa em biologia, genética e medicina e por
suas aplicações. Devem, também, empenhar-se em facilitar a realização de um amplo debate
internacional sobre o assunto, assegurando a livre manifestação de opiniões diversificadas do ponto
de vista sócio-cultural, religioso e filosófico.
G Implementação da Declaração
Artigo 22
Os Estados devem envidar todos os esforços para divulgar os princípios estabelecidos nesta
Declaração e, por meio de medidas adequadas, promover sua implementação.
Artigo 23
Os Estados devem tomar as medidas apropriadas para promover, por intermédio da educação,
do treinamento e da disseminação de informações, o respeito aos princípios acima mencionados e
para estimular seu reconhecimento e efetiva aplicação. Os Estados devem encorajar o intercâmbio e a
formação de redes entre comitês de ética independentes, tão logo sejam estabelecidos, de modo a
promover total colaboração entre eles.
Artigo 24
O Comitê Internacional de Bioética da UNESCO deve contribuir para a disseminação dos
princípios estabelecidos nesta Declaração e para a futura análise das questões decorrentes de sua
aplicação e da evolução das tecnologias em questão. Deve organizar consultas a partes envolvidas,
tais como grupos vulneráveis. Deve elaborar recomendações conforme os procedimentos estatutários
da UNESCO, dirigidas à Conferência Geral e fornecer consultoria no que se refere ao
acompanhamento da presente Declaração, particularmente na identificação das práticas que possam
ser contrárias à dignidade humana, tais como intervenções em células germinais.
Artigo 25
Nada nesta Declaração pode ser interpretado como constrangimento a qualquer Estado, grupo
ou indivíduo para que se envolva ou realize qualquer ato contrário aos direitos humanos e às
liberdades fundamentais, incluindo os princípios estabelecidos nesta Declaração.
Implementação da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os
Direitos Humanos
(30 C / Resolução 23)
*
A Conferência Geral,
Lembrando a Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos,
Tendo presente a Resolução 29C/17 intitulada “Implementação da Declaração Universal sobre o
Genoma Humano e os Direitos Humanos,
Considerando a resolução 1999/63 intitulada “Direitos Humanos e Bioética” adotada pela Comissão
das Nações Unidas para os Direitos Humanos em sua qüinquagésima quinta sessão,
Levando em conta também o Relatório do Diretor Geral sobre a implementação da Declaração
(30C/26 e Add.),
1. Adota as Diretrizes para a Implementação da Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os
Direitos Humanos, anexadas a esta Resolução;
*
 Resolução adotada pela Conferência Geral da UNESCO em sua 30ª Sessão, em 16 de novembro de 1999.
2. Recomenda ao Diretor Geral transmiti-las ao Secretário Geral das Nações Unidas, como
contribuição à qüinquagésima quarta sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas a ao trabalho
de órgãos relevantes, em particular, da Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos;
3. Convida, ademais, o Diretor Geral a transmiti-las às agências especializadas das Nações Unidas, a
outras organizações internacionais governamentais e não-governamentais importantes e a
disseminá-las com a maior amplitude possível;
4. Conclama os Países-Membros, as organizações internacionais governamentais e nãogovernamentais e todos os parceiros conhecidos a tomar as medidas necessárias à implementação
das Diretrizes.
Diretrizes para a Implementação da Declaração Universal sobre o
Genoma Humano e os Direitos Humanos
1. Porque Diretrizes?
A Declaração Universal sobre o Genoma Humano e os Direitos Humanos estabelece os princípios
básicos relacionados à pesquisa em genética e biologia e à aplicação de seus resultados. De forma a
garantir a aplicação desses princípios, a Declaração recomenda torná-los conhecidos, disseminá-los e
formatá-los como medidas, especialmente na forma de legislação e normas. A Declaração também
especifica as medidas que deveriam ser tomadas pelos Estados Membros para sua aplicação.
A implementação da Declaração torna-se mais urgente na medida em que se acelera o progresso
científico nas áreas da genética e da biologia e, ao mesmo tempo, gerando esperanças para a
humanidade e criando dilemas éticos.
Esta Diretrizes buscam identificar não apenas as tarefas que caberiam a diferentes atores na
implementação da Declaração mas também modalidades de ações para se efetivar sua concretização.
2. O que fazer?
2.1. A disseminação dos princípios estabelecidos na Declaração Universal sobre o Genoma
Humano e os Direitos Humanos é uma prioridade e uma pre-condição para sua aplicação.
Dessa forma, essa disseminação deve ser a mais ampla possível e especialmente orientada a
círculos intelectuais e científicos, responsáveis por programas de educação e treinamento,
principalmente nas universidades e órgãos tomadores de decisão como, por exemplo, os
Parlamentos.
2.2. Conscientização, educação e treinamento relativos aos princípios contidos na Declaração, são
objetivos especialmente importantes se o que se pretende é que todo e cada um dos membros
da sociedade possa compreender as questões éticas propostas pela genética e pela biologia
2.3. Intercâmbio de estudos e análises pertinentes a questões da bioética e programas de
informação sobre o assunto devem ser organizados em nível internacional e regional,
especialmente visando identificar práticas que possam ser contrárias à dignidade humana.
2.4. O estabelecimento de uma relação dinâmica entre diferentes atores é desejável como forma
de promover o diálogo entre representantes da indústria, membros da sociedade civil, grupos
vulneráveis, cientistas e lideranças políticas.
2.5. A liberdade de pesquisa deve ser respeitada especialmente nas áreas da genética e da
biologia e a cooperação científica e cultural deve ser ampliada e estimulada, principalmente
entre países do norte e do sul.
2.6. Exemplos de legislação e normas que incorporem os princípios estabelecidos na Declaração
devem ser elaborados como fonte de referência para os Estados.
2.7.Considerando que muitas das questões abrangidas por esta Declaração recaem na interface de
tarefas atribuídas a diversas organizações, será por intermédio da cooperação efetiva que
estas poderão lidar com aquelas questões de forma harmoniosa.
*
3. Como fazer?
3.1.1.Traduzir a Declaração para o maior número possível de línguas nacionais.
3.1.2.Organizar seminários, simpósios e conferências em nível internacional, regional, subregional e nacional (no Benin, na Croácia, em Mônaco, na República Unida da Tanzânia,
no Uruguai, etc.).
3.2.1.Efetuar comentários o mais simples e explícitos possível sobre cada artigo da
Declaração.
3.2.2.Publicar livros sobre o assunto destinados tanto ao público não especializado como às
várias categorias profissionais envolvidas (por exemplo, cientistas, filósofos, juristas e
jornalistas).
3.2.3.Elaborar programas de educação e treinamento em bioética destinados ao nível
secundário e à Universidade.
3.2.4.Preparar programas de treinamento em bioética para professoras e formadores.
3.2.5.Montar kits de informações e distribuí-los a tomadores de decisões públicos e privados
e à mídia.
3.2.6.Produzir material audiovisual sobre bioética para o público em geral.
3.2.7.Realizar exibições multimídia especialmente para jovens.
3.3.1.Criar órgãos tais como comissões de ética independentes, pluralistas e multidisciplinares
que seriam parceiros privilegiados dos tomadores de decisão, da comunidade científica e
da sociedade civil.
3.3.2.Promover a organização desses órgãos em redes de modo a facilitar a comunicação e o
intercâmbio de experiências entre eles, especialmente visando o desenvolvimento de
atividades conjuntas.
3.4.1.Envolver atores da área econômica sobretudo da indústria e de organizações sociais tais
como aquelas voltadas para indivíduos vulneráveis e suas famílias e amigos.
*
 ver parágrafo 3 da resolução 1999/63 intitulada “Direitos Humanos e Bioética” adotada pela Comissão das Nações
Unidas para os Direitos Humanos em sua qüinquagésima quinta sessão
3.4.2.Organizar debates públicos sobre assuntos incluídos na Declaração e explorar diversos
enfoques (conferências para geração de consenso, consultas públicas, etc.).
3.5.1.Analisar de forma aprofundada as condições que podem promover a liberdade de
pesquisa ou restringi-la.
3.5.2.Promover exame periódico pelo IBC da cooperação entre países do norte e do sul e
identificação de possíveis obstáculos, de modo a removê-los.
3.6.1.O IBC deve organizar oficinas de trabalho internacionais ou regionais com a finalidade
de constituir um quadro padrão de legislação e normas no campo da bioética.
3.6.2.Coletar e processar informação sobre instrumentos internacionais e nacionais, bem como
legislação e normas nacionais pertinentes à bioética.
3.7.1.Estabelecer um Comitê inter-agencial no âmbito do sistema das Nações Unidas aberto a
outras organizações inter governamentais interessadas, responsável pela coordenação de
atividades relacionadas à bioética.
4. A quem estão dirigidas essas Diretrizes ?
A experiência tem mostrado que, na implementação de um instrumento internacional, deve-se criar
sinergia entre todos os atores em diferentes níveis. Atualmente, ações de abrangência internacional
são caracterizadas pela parceria em que cada ator, embora mantendo sua identidade e sua natureza
específica, complementa a atuação dos demais.
Essas Diretrizes são dirigidas a:
• Estados e Comissões nacionais pertencentes à UNESCO;
• UNESCO (sede e escritórios de representação);
• Comitê Internacional de Bioética (IBC);
• Comitê Intergovernamental de Bioética (IGBC);
• órgãos e instituições especializadas do sistema das Nações Unidas;
• organizações governamentais e não-governamentais competentes em nível internacional, regional
e nacional;
• tomadores de decisão públicos e privados, especialmente na área das políticas científicas;
• parlamentares;
• comitês de ética e grupos similares;
• cientistas e pesquisadores;
• indivíduos, famílias e populações portadores de mutações que possam levar a doenças ou
deficiências.
5. AVALIAÇÃO
Cinco anos após a adoção da Declaração, no ano de 2002, a UNESCO deverá avaliar tanto os
resultados obtidos por meio das Diretrizes acima, como o impacto da Declaração Universal sobre o
Genoma Humano e os Direitos Humanos em todo o mundo (Estados, comunidades intelectuais,
instituições do sistema das Nações Unidas, organizações intergovernamentais – internacionais e
regionais – organizações não governamentais competentes, etc.)
Esta avaliação, que deve ser conduzida conforme os procedimentos estabelecidos pelo Conselho
Executivo e pela Conferência Geral, particularmente em função de implicações orçamentárias, será
examinada em sessão conjunta do IBC e do IGBC e submetida pelo Diretor Geral em 2003 aos órgãos
estatutários da Organização, acompanhada de recomendações que possam ser relevantes.

Declaração Universal do Genoma Humano e Direitos Humanos	UNESCO


 
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