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120 Ideias de Projetos para Feira de Ciências

Criar Galinhas na Sala de Aula pode melhorar aprendizagem, diz estudo científico.

Criar galinhas na Sala de Aula pode melhorar aprendizagem, diz estudo científico.

Uma Metodologia de Ensino de Ciências inovadora. Uma turma, três galinhas: como um projeto escolar na Finlândia virou aula viva de sustentabilidade Pesquisadoras de três universidades escandinavas acompanharam, por uma semana, uma turma do 5º ano em uma escola multicultural na Finlândia que decidiu chocar ovos e criar pintinhos dentro da sala de aula. 

O estudo, publicado na revista Sustainability, mostra que o projeto foi muito além da aula de ciências: ensinou os alunos a lidar com nascimento e morte, fortaleceu vínculos entre colegas de origens diferentes e se tornou um exemplo concreto de educação para a sustentabilidade — tanto ecológica quanto social.

Tudo começou com a ideia de um único aluno. Samir, estudante do 5º ano em uma escola de periferia urbana na Finlândia, ouviu de um colega que havia galinhas em outra escola e resolveu propor a mesma coisa na sua turma. Ele conversou com o professor, foi até a direção pedir autorização, ligou pessoalmente para fazendas em busca de ovos fecundados e ajudou a negociar a compra de uma chocadeira. Semanas depois, os primeiros pintinhos nasciam dentro de uma sala com 25 alunos de origens culturais diversas — e o que era um pedido informal de um garoto se transformou em um estudo científico sobre como animais podem redesenhar o aprendizado escolar.

Por que colocar animais dentro da sala de aula

Ter bichos de estimação em salas de aula não é incomum — peixes, lagartos, porquinhos-da-índia e hamsters aparecem com frequência em pesquisas sobre o tema, principalmente nos Estados Unidos, na Austrália e no Reino Unido. Estudos anteriores já haviam associado a presença desses animais a ganhos de empatia, redução de agressividade e maior integração social entre colegas. Mas poucas pesquisas haviam investigado o assunto do ponto de vista dos próprios alunos, e menos ainda em contextos de sala de aula culturalmente diversos, como o dessa escola finlandesa, onde vários estudantes tinham o finlandês como segunda língua.

O objetivo das autoras era responder a uma pergunta central: criar galinhas em sala de aula pode promover aprendizagem — e, mais especificamente, aprendizagem sobre sustentabilidade? A resposta, segundo o estudo, é sim, mas de um jeito mais amplo e inesperado do que apenas ensinar biologia.
Da chocadeira à sala de aula: uma aula viva de ciências

As conversas registradas pelas pesquisadoras mostram uma mudança perceptível na forma como os alunos falavam sobre o projeto. No início, Samir explicava com vocabulário do cotidiano como conseguiu o incubador e negociou com a fazenda. Poucos minutos depois, ao descrever o nascimento dos pintinhos, ele já usava termos técnicos com precisão — temperatura em graus Fahrenheit, tempo de incubação, cuidados com a casca do ovo — sinal de que a linguagem científica estava sendo incorporada organicamente, a partir de uma experiência concreta, e não de um texto decorado.

O processo também trouxe questões que um livro didático dificilmente abordaria com o mesmo impacto emocional. Dos cinco ovos que chocaram, dois pintinhos morreram — um deles precisou ser sacrificado por estar debilitado, outro foi encontrado morto após aparentemente ser bicado pelos demais. Diante da morte dos animais, o professor Esa aproveitou o momento para discutir com a turma temas de biologia humana, como reprodução e desenvolvimento fetal, e organizou até o enterro simbólico dos pintinhos em um canteiro da escola.

Mais do que ciência: empatia, responsabilidade e convivência

Ao longo da semana de observação, as pesquisadoras registraram cenas de afeto constante entre alunos e aves: crianças segurando os pintinhos com cuidado, alimentando-os com minhocas coletadas no jardim da escola, levando-os para "passear" pela sala e até fotografando-os repetidamente com celulares. Em um dos registros mais simbólicos do estudo, um pintinho sobe até o teclado do computador de uma aluna durante uma aula de finlandês — evidência de como o animal havia deixado de ser um "recurso pedagógico" isolado para se tornar parte do cotidiano da turma.

O projeto também exigiu organização coletiva: alunos se revezavam para alimentar as aves, limpar o terrário e, antes da eclosão, virar os ovos três vezes ao dia conforme instruções que eles mesmos documentaram em um caderno de acompanhamento. Segundo as autoras, não houve disputas relevantes sobre quem cuidaria dos animais — um indício de que a responsabilidade compartilhada fluiu naturalmente entre a turma, independentemente de gênero ou origem cultural.

Um projeto que conectou a escola ao mundo lá fora

O estudo destaca que a criação das galinhas não ficou restrita às paredes da sala de aula. A família de Samir, cuja cultura de origem tinha tradição de criação de aves, se envolveu diretamente no processo, ajudando a buscar os ovos em uma fazenda durante um fim de semana. A turma também manteve contato constante, por telefone e aplicativos de mensagem, com o gerente da fazenda parceira — inclusive para combinar a devolução das aves ao final do projeto. Para as pesquisadoras, esse tipo de conexão entre escola, família e comunidade é justamente um dos pilares da educação para a sustentabilidade social: construir confiança, sentido compartilhado e capacidade de autogestão em grupo.

O que a ciência já sabia — e o que esse estudo confirma

A literatura científica sobre animais em sala de aula é ambígua quanto aos ganhos de aprendizagem: alguns estudos mostram que assistir a vídeos sobre um animal pode gerar resultados de conhecimento tão bons quanto ter o bicho de verdade por perto, ou até melhores em testes cognitivos. O diferencial identificado no novo estudo é o tempo de convivência: enquanto experimentos anteriores expunham os alunos aos animais por períodos curtos, a turma finlandesa conviveu com os pintinhos por semanas, tocando, conversando e recebendo reações reais dos bichos — o que, segundo as pesquisadoras, tende a gerar um envolvimento emocional mais profundo do que qualquer gravação em vídeo.
Limites do estudo

As próprias autoras reconhecem as limitações da pesquisa: a amostra é pequena, restrita a uma única turma e a uma semana de observação, o que impede generalizações. Também não foi possível comparar os resultados com uma turma em que a sustentabilidade não fosse já uma prioridade do professor — o que dificulta isolar o efeito específico do projeto das galinhas em relação ao estilo pedagógico do docente responsável, que tinha 30 anos de experiência e forte compromisso pessoal com temas ambientais.

Ainda assim, o estudo reforça um ponto central: cuidar de um ser vivo, com toda a imprevisibilidade que isso implica — nascimento, doença, morte, convivência com o diferente —, pode ensinar sustentabilidade de um jeito que nenhuma apostila consegue reproduzir sozinha.

Perguntas frequentes

Qual foi o principal achado do estudo? Que criar galinhas em sala de aula, além de melhorar o aprendizado de ciências, promoveu o desenvolvimento de empatia, responsabilidade, comunicação e coesão social entre alunos de origens culturais diferentes — elementos centrais da educação para a sustentabilidade.

Quem teve a ideia do projeto? Um aluno da turma, chamado Samir no artigo (nome fictício), que soube de um projeto parecido em outra escola e convenceu o professor e a direção a autorizá-lo.
O projeto teve momentos difíceis? Sim. Dos cinco ovos chocados, dois pintinhos morreram, e a turma precisou lidar com essas perdas — episódios que o professor aproveitou para discutir biologia humana e o ciclo da vida.

Esse tipo de projeto pode ser replicado em outras escolas? As autoras acreditam que sim, mas alertam que exige um professor disposto a investir tempo extra, verificar alergias entre os alunos e garantir o bem-estar dos animais, que não devem ser tratados como meros recursos didáticos.



Galinhas na Sala de Aula pode melhorar aprendizagem, diz estudo científico.
Pixabay

Veja também:
A pesquisa, conduzida por Lili-Ann Wolff, da Universidade de Helsinque, Sari Vuorenpää, da Universidade de Estocolmo, e Pia Sjöblom, da Universidade Åbo Akademi, foi publicada na revista Sustainability, da editora MDPI. Usando métodos de etnografia — observação direta, filmagens, entrevistas e análise de conversas —, as pesquisadoras acompanharam uma semana de rotina da turma em maio de 2018, registrando como a presença dos pintinhos, batizados pelos próprios alunos, influenciou aulas, recreios e até o período após o horário escolar.

Fonte: Wolff, L.-A.; Vuorenpää, S.; Sjöblom, P. "Chicken Raising in a Diverse Finnish Classroom: Multidimensional Sustainability Learning". Sustainability 2018, 10, 3886. DOI: 10.3390/su10113886. Confira o estudo na íntegra aqui

Sons emitidos por Animais Ajudam Monitorar Biodiversidade

É possível monitorar os sons que os animais fazem?

IA separa sons de animais do ruído ambiental e pode revolucionar o monitoramento da biodiversidade. Cientistas de Taiwan criaram o PC-NMF, um algoritmo que aprende sozinho a distinguir coros de animais — peixes, aves, insetos — do ruído de barcos, obras e vento em gravações contínuas de áudio.

Diferente de outras ferramentas de inteligência artificial, ele não precisa de exemplos previamente rotulados para funcionar, o que o torna útil em qualquer ecossistema, do fundo do mar a florestas tropicais.

Imagine deixar um gravador de som ligado por meses no meio de um estuário perto de um porto industrial. O resultado é uma bagunça sonora: motores de navios, correntes de água, ruído de fábricas — e, escondidos ali dentro, os cliques e grunhidos de peixes que cantam à noite. Separar esse sinal biológico do ruído de fundo é um dos maiores desafios da chamada bioacústica, área da ciência que usa o som para monitorar a fauna sem precisar capturar ou nem sequer avistar um único animal.

Um estudo publicado na revista Scientific Reports, do grupo Nature, propõe uma solução para esse problema. Pesquisadores da Academia Sinica e da Universidade Yuan Ze, em Taiwan, desenvolveram um método batizado de PC-NMF (fatoração de matriz não negativa codificada por periodicidade, na sigla em inglês) capaz de isolar coros biológicos de gravações longas sem qualquer treinamento prévio.

Por que separar som de animal e ruído é tão difícil

O monitoramento acústico passivo — deixar gravadores autônomos registrando o ambiente por semanas ou meses — se popularizou como alternativa barata e não invasiva para acompanhar a fauna em locais remotos, como águas profundas ou florestas tropicais. A partir dessas gravações, pesquisadores calculam índices que medem a complexidade sonora de um ambiente e usam esse valor como um retrato indireto da biodiversidade local.

O problema é que ruído ambiental e humano — chuva, vento, motores de embarcações, obras — distorce esses índices. Métodos tradicionais de redução de ruído, emprestados da engenharia de fala, funcionam bem contra ruídos constantes, mas falham diante de sons abruptos e imprevisíveis, como a passagem de um barco. Já as técnicas de inteligência artificial mais precisas para essa tarefa exigem "aulas particulares": é preciso alimentar o sistema com gravações puras, sem mistura, de cada som que se quer reconhecer — algo praticamente impossível de obter em campo.

Como funciona o algoritmo PC-NMF

A sacada dos pesquisadores foi explorar uma característica que praticamente todo som de origem biológica compartilha: a periodicidade. Cantos de aves, coros de peixes e vocalizações de outros animais tendem a seguir um ritmo — picos de atividade ao amanhecer, ao entardecer ou durante a noite — enquanto ruídos como vento ou tráfego de veículos não obedecem a esse padrão regular.
O PC-NMF explora essa diferença em três etapas:
    1. Decomposição do espectrograma. A gravação de longa duração é transformada em uma representação visual do som (o espectrograma) e depois quebrada matematicamente em blocos sonoros elementares — como se o áudio fosse desmontado em suas peças básicas. 
    2. Análise de periodicidade. O algoritmo examina como cada uma dessas peças se repete ao longo do tempo e agrupa as que compartilham o mesmo ritmo. 
    3. Reconstrução separada. Os blocos com periodicidade forte são recombinados para reconstruir o coro biológico; os demais, associados a ruído ambiental ou humano, são descartados. 
Todo o processo acontece sem qualquer intervenção humana ou dado de treinamento — o que os autores chamam de abordagem "não supervisionada".

Os resultados: quase tão bom quanto o método com treinamento

Em testes com dados simulados, o PC-NMF atingiu uma similaridade espectral de 0,8 (em uma escala de -1 a 1) na separação dos sons biológicos — resultado inferior ao método supervisionado tradicional, que exige treinamento prévio e chegou a 0,95, mas nitidamente superior a técnicas clássicas de redução de ruído sem treinamento, que ficaram entre 0,6 e 0,65.

Mais importante: o algoritmo foi testado em quatro ambientes reais em Taiwan — dois marinhos (o recife de Waisanding e o estuário do rio Xinhuwei, próximo a um porto industrial) e dois terrestres (a floresta de Lienhuachih e o parque úmido de Guandu, na periferia de Taipé). Em todos os casos, o PC-NMF conseguiu realçar os coros noturnos de peixes e outros sons biológicos, suprimindo tanto o ruído constante do ambiente quanto interferências abruptas, como a passagem de embarcações — algo que os métodos convencionais não conseguiam fazer de forma equilibrada.

Por que isso importa para a conservação

Ecossistemas aquáticos e florestais em áreas remotas costumam ser monitorados apenas esporadicamente, por falta de recursos para expedições de campo frequentes. Um algoritmo capaz de "limpar" automaticamente terabytes de gravações contínuas — sem depender de bancos de dados de treinamento específicos para cada local — reduz drasticamente o trabalho manual necessário para acompanhar mudanças na fauna ao longo do tempo.

Os próprios autores apontam limitações: o método depende de os sons biológicos terem um padrão de ocorrência claro, o que pode falhar em espécies com vocalizações sazonais, como cigarras que só cantam no verão. Para esses casos, recomendam aplicar o PC-NMF primeiro a um trecho de gravação com coro bem definido, para depois estender a separação ao restante do banco de dados.

Os pesquisadores disponibilizaram o código do PC-NMF publicamente, convidando outros cientistas a testá-lo e adaptá-lo — um passo que pode acelerar sua adoção em projetos de monitoramento de biodiversidade ao redor do mundo.
Avaliação da Biodiversidade através de sons biológicos Textos para aula de Biologia
Pixabay - by wolfgang_vogt


Veja também:

Perguntas frequentes

O que é o PC-NMF? É um algoritmo de separação de sons que identifica e isola coros de animais em gravações longas, com base no ritmo (periodicidade) com que esses sons ocorrem, sem precisar de exemplos de treinamento.

O PC-NMF substitui o reconhecimento de espécies por IA? Não. Ele não identifica quais espécies estão cantando — apenas separa o "coro biológico" do ruído de fundo, o que facilita análises posteriores, como o cálculo de índices de biodiversidade.

Onde o método já foi testado? Em gravações marinhas de Taiwan (recife de Waisanding e estuário do rio Xinhuwei) e em duas áreas terrestres (a floresta de Lienhuachih e o parque de Guandu).
Esse tipo de tecnologia pode ser usado em outros países? Em princípio sim, já que o método não depende de dados de treinamento específicos de uma região — o próprio código foi disponibilizado publicamente pelos autores.

Referência

Tzu-Hao Lin, Shih-Hua Fang, Yu Tsao. Improving biodiversity assessment via unsupervised separation of biological sounds from long-duration recordings. Revista Nature.com Scientific Reports Disponível em  Acessado em 23/01/2017

120 Ideias de Projetos para Feira de Ciências

Ideias de Projetos para Feira de Ciências

O que é um projeto de feira de ciências?

Um projeto para feira de ciências é uma investigação de um tópico exigindo que um aluno projetar um experimento, analisar observações e chegar a alguma nova conclusão. Para incentivar os alunos a registrar e apresentar seu trabalho para outras pessoas, desenvolver as várias habilidades usadas na comunicação científica. Permitir que a comunidade, incluindo outros alunos e professores, veja o projeto trabalho realizado por estudantes e Incentivar os alunos a buscar seus interesses na ciência além dos limites daa sala de aula
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    Banco de 120 Ideias para Projetos

    Escolher o tema certo é o primeiro passo para uma investigação de sucesso. Abaixo, você encontrará dezenas de perguntas instigantes que podem ser transformadas em projetos científicos, divididas por áreas de interesse.

    Atenção! Só realize projeto com auxílio do Professor

     Botânica, Meio Ambiente e Agricultura

        • Fatores de Germinação: Como diferentes fatores (como intensidade, duração ou tipo de luz, temperatura, quantidade de água, presença/ausência de certos produtos químicos ou de solo) afetam a porcentagem ou a taxa de germinação das sementes?
        • Armazenamento a Frio: Como o armazenamento a frio afeta a germinação das sementes? (Variáveis a controlar: tipo de sementes, tempo de armazenamento, temperatura, luz e umidade).
        • Erosão do Solo: Como diferentes tipos de solos são afetados pela erosão? Você pode criar seu próprio simulador de vento ou água e, se tiver acesso a um freezer potente, avaliar os efeitos dos ciclos de congelamento e degelo.
        • Poluição da Água: A presença de detergente na água afeta o crescimento das plantas?
        • Magnetismo: O campo magnético afeta o crescimento das plantas?
        • Amadurecimento: Quais condições afetam o amadurecimento das frutas? Investigue o papel do gás etileno colocando a fruta em um saco selado, mudando a temperatura, a luz ou a proximidade com outras frutas.

    Ciência dos Alimentos e Cozinha Científica

        • Perecibilidade: O fast food estraga na mesma velocidade e da mesma forma que a comida caseira normal?
        • Degradação: A presença de luz afeta a taxa com que os alimentos estragam?
        • Composição de Frutas: Qual é a porcentagem exata de água em frutas diferentes, como a laranja ou a maçã?
        • Mofo e Fungos: Os mesmos tipos de fungos crescem em todos os tipos de pão (integral, branco, artesanal)?
        • Análise de Oleosidade: Todas as marcas de batatas fritas são igualmente oleosas? (Dica: esmague amostras uniformes e observe o diâmetro da mancha de graxa deixada em um papel pardo).
        • Tipos de Óleo: A oleosidade das batatas muda se forem utilizados óleos diferentes na fritura (por exemplo, óleo de amendoim versus óleo de soja)?
        • O Mistério da Pipoca: Marcas diferentes de pipoca deixam quantidades diferentes de grãos não estalados? O poder/potência do micro-ondas afeta o rendimento da pipoca?
        • Nutrição e Peso: O conteúdo nutricional de diferentes marcas de um mesmo vegetal (como ervilhas enlatadas) é idêntico? Quanto do peso total da lata corresponde apenas à água?
        • Teste Técnico de Paladar: É possível diferenciar pelo sabor a carne moída comum, o acém (chuck) e o patinho (round steak) depois de cozidos?

    Química de Produtos de Consumo e Testes de Marcas

        • Absorção de Fraldas: Todas as marcas de fraldas absorvem a mesma quantidade de líquido? O tipo de líquido (água versus suco) altera a capacidade de absorção?
        • Eficácia do Sabão: O detergente para roupas é tão eficaz se você usar uma quantidade menor do que a recomendada? E se usar mais?
        • Bolhas e Pratos: Todos os detergentes para lavar louça produzem a mesma quantidade de bolhas? Eles conseguem limpar o mesmo número de pratos?
        • Fixadores de Cabelo: Todos os sprays de cabelo (laquê) se mantêm igualmente bem e pelo mesmo tempo? O tipo de cabelo influencia no resultado?
        • Toalhas de Papel: Todas as marcas de toalhas de papel absorvem a mesma quantidade de líquido? Que tipo ou marca de papel se decompõe mais rápido na natureza?
        • Elasticidade do Chiclete: Todas as marcas de chiclete produzem bolas do mesmo tamanho? Por que isso acontece?
        • Adesão de Fitas: Como diferentes superfícies (madeira, plástico, metal, vidro) afetam a capacidade de colagem e adesão da fita adesiva?

    Física, Energia e Fenômenos Naturais

        • Física das Velas: As velas brancas queimam a uma taxa de velocidade diferente das velas coloridas?
        • Dinâmica do Gelo: A forma geométrica de um cubo de gelo afeta a rapidez com que ele derrete?
        • Duração de Baterias: Marcas diferentes de baterias (novas e do mesmo tamanho) duram o mesmo tempo? Se uma marca dura mais, essa vantagem se mantém ao mudar o aparelho (por exemplo, uma lanterna de LED versus uma câmera digital)?
        • Reações de Refrigerantes (Efervescência): Se você agitar diferentes tipos ou marcas de refrigerantes gaseificados, todos eles expelem a mesma quantidade de líquido?
        • Fatores no Refrigerante: A temperatura do refrigerante afeta o quanto ele espirra ao ser sacudido? Faz diferença se a versão do refrigerante é normal (com açúcar) ou diet?
        • Comportamento Animal (Insetos): Os insetos noturnos são atraídos pelas lâmpadas por causa do calor gerado ou por causa da luz emitida?

    Comportamento Humano e Métodos de Filtragem

        • Linguagem Corporal: A linguagem corporal e as microexpressões faciais podem realmente ajudar a determinar se alguém está mentindo?
        • Precisão na Indústria: Com que precisão e consistência os produtores de ovos medem e separam os ovos por tamanho (pequeno, médio, grande)?
        • Sistemas de Filtragem: É possível usar um filtro de água doméstico comum (como os de carvão ativado) para remover o sabor ou a cor de outros líquidos que não sejam água?

    🫁 Corpo Humano, Psicologia e Comportamento

        • Capacidade Pulmonar: A idade faz diferença na capacidade pulmonar? Pessoas mais altas têm maior capacidade pulmonar do que as mais baixas?
        • Sentidos em Ação: O sentido do olfato ou o do paladar é mais bem-sucedido na identificação de alimentos como cenouras, feijões, batatas ou repolho?
        • Estímulos e Saúde: A música afeta a pressão arterial? Ver televisão afeta a taxa de pulso (batimentos cardíacos)?
        • Exposição Sonora: O seu nível de audição muda temporariamente após a exposição ao rock amplificado? Os anúncios na TV são realmente mais altos do que as transmissões regulares?
        • Linguagem e Memória: Os movimentos das mãos (gesticulação) afetam a sua memória? Existe diferença entre homens e mulheres no que diz respeito às memórias auditivas e visuais?
        • Fatores de Aprendizado: Como os diferentes estilos de ensino e as cores do ambiente afetam o aprendizado de um aluno?
        • Foco no Volante: Quais são os efeitos de diferentes tipos de música na capacidade de dirigir? Ouvir música alta faz diferença na atenção?

    Botânica, Solo e Ecologia

        • Variabilidade e Recursos: Qual é a diversidade de plantas no seu quintal? As plantas precisam de água para sobreviver? O tipo de água que alimenta uma planta afeta seu crescimento?
        • Solo e Sobrevivência: As plantas podem crescer sem ar fresco? Elas podem crescer sem solo (hidroponia)? Qual é o efeito do sal no solo ao cultivar plantas?
        • Germinação e Luz: Quais são os efeitos de quantidades variáveis de água na germinação de sementes? Qual cor de plástico filme (Glad Wrap) cobrindo o vaso permite que as plantas cresçam mais alto?
        • Técnicas e Fertilizantes: Faça uma comparação entre duas técnicas hidropônicas diferentes. Avalie também tipos de fertilizantes: qual deles funciona melhor em flores?
        • Decomposição: Com que rapidez os materiais residuais do quintal (folhas, restos de grama) se decompõem?

    Zoologia e Vida Animal

        • Alimentação dos Pássaros: Quais são os fatores e designs necessários para construir o melhor alimentador de pássaros? Como os pássaros conseguem usar diferentes formatos de bicos para se alimentar?
        • Atração e Rastreamento: Os chamadores de pássaros (apitos ou gravações) funcionam para atrair aves para o seu jardim? É possível identificar espécies de animais examinando apenas suas pegadas?

    Química Geral, Cozinha e Produtos de Consumo

        • Nutrientes e Alimentos: Os sucos de frutas e vegetais contêm a mesma quantidade de vitamina C? Como o teor de vitamina C do suco de laranja embalado se compara ao espremido na hora?
        • Rendimento de Suco: Você é suculento? Laranjas do tipo Natal (navais) e Valência com o mesmo peso fornecem a mesma quantidade de suco?
        • Análise de Embalagens: Qual marca de sopa de legumes vem com mais batatas? As porcentagens de conteúdo e ingredientes descritas em frutas e legumes enlatados são precisas?
        • Microbiologia: A temperatura do ambiente afeta o crescimento bacteriano nos alimentos?
        • Propriedades Físico-Químicas: Como a temperatura afeta a viscosidade de diferentes líquidos? Como a evaporação ajuda na criação de cristais de açúcar?
        • Química de Conservação: Os ovos flutuam em todos os líquidos? É possível impedir que uma maçã cortada fique marrom (oxidação)?
        • Mudanças de Massa e Estado: O chiclete mastigado perde ou ganha massa? Como os materiais mudam suas propriedades quando são aquecidos?
        • Testes de Eficácia: Como o vinagre se compara aos limpadores comerciais como um produto de limpeza caseiro? Qual marca de curativo (band-aid) permanece melhor colada quando colocada na água?
        • Custos vs. Proteção: Gastar mais dinheiro com seu protetor solar oferece mais proteção contra o sol? O uso de amaciante de roupas afeta o tempo de secagem dos tecidos?

    Engenharia, Arquitetura e Estruturas

        • Resistência Mecânica: Quão forte é uma casca de ovo? Qual projeto de ponte suporta mais peso: uma ponte suspensa ou uma ponte em arco?
        • Estabilidade e Formas: Qual é o efeito da altura de um edifício em sua estabilidade contra terremotos ou ventos? Por que os iglus têm formato de cúpula e não são quadrados? A pirâmide é a estrutura geométrica 3D mais forte que existe?
        • Design e Proteção: Qual design de parede ou barreira é melhor para proteger locais com muito vento? Quais materiais são mais adequados para fazer o isolamento acústico (insonorização) de uma pequena sala? Qual é o melhor isolamento térmico para usar em uma casa?
        • Materiais Técnicos: Como poderíamos testar a capacidade de carga e resistência de vigas em formato de "I"? Quais materiais de vestuário isolantes funcionam melhor para proteger o corpo do frio?

    Física Aplicada, Aerodinâmica e Esportes

        • Dinâmica de Fluidos: Como as asas aerodinâmicas afetam a estabilidade e a altura de um foguete de garrafa PET? Como os sifões demonstram a pressão da água?
        • Estudo de Paraquedas: Qual tamanho e design de paraquedas melhor afetam o seu voo? Que formato de paraquedas (círculo, quadrado, retângulo, triângulo ou elipse) retardará melhor a sua queda?
        • Esportes e Temperatura: Qual é o efeito da temperatura de uma bola de futebol na distância que ela atinge após o chute? A temperatura afetará a maneira como um avião de papel voa pelo ar?
        • Hidrodinâmica e Esporte: A touca de natação realmente reduz o arrasto na água e ajuda o nadador a nadar mais rápido?
        • Fatores no Basquete: A presença ou ausência da rede na cesta de basquete afeta a precisão e a taxa de acerto do lance livre?
        • Física Automotiva: Qual é o efeito da colocação de peso em um carrinho descendo uma ladeira? Qual é o efeito da pressão dos pneus no consumo de gasolina de um carro real? (Nota: peça ajuda aos seus pais para testar este!)

    Energia, Eletricidade e Termodinâmica

        • Geração Alternativa: É possível fabricar uma bateria funcional usando limões? Como podemos gerar eletricidade através do movimento das ondas da água?
        • Gases e Temperatura: Como a temperatura afeta o tamanho dos balões quando eles são refrigerados? O que realmente está acontecendo com as moléculas de gás? Qual a velocidade de difusão/passagem de um gás no ar?
        • Instrumentação e Evaporação: É possível criar um termômetro caseiro funcional? Qual a rapidez com que a evaporação ocorre em recipientes com aberturas de tamanhos diferentes?
        • Consumo Doméstico: Quem usa mais água na média — um banho de banheira ou um banho de chuveiro?

    Geologia, Astronomia e Meteorologia

        • O Solo por Dentro: O que há na sujeira? É possível identificar e classificar diferentes tipos de rochas? A terra pode "respirar"? Como poderíamos descobrir se há ar preso no solo?
        • Processos Geológicos: É possível "fazer uma pedra" artificial em laboratório (como pedra calcária, arenito ou conglomerado)? Como são formadas as estalagmites e estalactites nas cavernas? Que influência as plantas e a água exercem sobre a contenção da erosão?
        • Sismologia: É possível construir um sismógrafo caseiro capaz de medir pequenos tremores de terra?
        • Luz e Espaço: É possível simular um eclipse usando esferas e uma lanterna? Por que o comprimento das sombras muda ao longo do dia? Como um espectroscópio caseiro nos mostra as diferentes formas e comprimentos de onda da luz?
        • Observação do Céu: É possível rastrear e acompanhar fotograficamente ou visualmente o movimento das estrelas?
        • Previsão do Tempo: Você deve acreditar na previsão do tempo local? Qual site de meteorologia prevê as temperaturas altas e baixas com a melhor precisão?

    Tecnologia, Computação e Matemática

        • Simulações Computacionais: Como o aprendizado aprimorado por computador se compara ao aprendizado convencional em sala de aula?
        • Algoritmos Avançados: Faça uma comparação técnica entre diferentes geradores de números pseudo-aleatórios baseados em computador. Como podemos utilizar um algoritmo genético para simular e otimizar um pouso lunar?

    Dica de Ouro: Independentemente da ideia escolhida, lembre-se de que um bom projeto de ciências precisa de um grupo de controle (onde nada é alterado) e de variáveis testadas uma de cada vez para que os resultados sejam confiáveis!

    Por que os alunos devem fazer projetos de Feira de Ciências?

    - Os alunos aprendem fazendo!
    - Ensina aos alunos o método científico.
    - As habilidades interdisciplinares são desenvolvidas: leitura, escrita, pesquisa, organização, arte, design, matemática, estatística…. e mais!
    - Os alunos veem um projeto até a conclusão.
    - Fazer um projeto pode ajudar a desenvolver a satisfação e o orgulho.

    Fundamentos e Importância do Projeto

    1. Por que realizar um Projeto de Feira de Ciências?

    O que analistas de mercado, técnicos de crimes forenses e jardineiros amadores têm em comum? Todos eles aplicam o processo de investigação e questionamento científico na pesquisa necessária para o sucesso em suas respectivas carreiras.

    A maioria das profissões exige competências essenciais comuns para atingir o sucesso, tais como o pensamento crítico e criativo voltados para a aquisição, aplicação e comunicação do conhecimento. Trabalhar de forma colaborativa e contribuir ativamente para o meio social são temas fundamentais na educação, na ciência e na tecnologia. Esses pilares envolvem hábitos mentais profundos, que incluem a curiosidade, a mente aberta equilibrada com o ceticismo, o senso de responsabilidade e cuidado, o respeito pelas evidências e a persistência.

    A Natureza Interdisciplinar

    Trabalhar em um projeto de feira de ciências não se limita à área biológica ou exata; exige a fusão de conhecimentos adquiridos em Ciências Sociais, Língua Portuguesa (e Literatura), Matemática, Tecnologia, Artes e Ciências Naturais.
    Essa característica torna a feira de ciências uma atividade essencialmente interdisciplinar. Ela abre portas e oferece oportunidades valiosas para colaborar com diversos professores — especialmente das áreas de Matemática e Linguagens —, permitindo a implementação de um currículo transversal, além de exercitar a liderança de equipe e a cooperação mútua.

    Conexão com o Futuro: Todas essas habilidades e atitudes são partes integrantes do desenvolvimento de um projeto para a feira de ciências. Elas atuam diretamente na sua preparação para viver e liderar em um mundo tecnológico em constante transformação.

     O Desenvolvimento de Competências e Etapas do Processo

    Um projeto de feira de ciências dá a você a total liberdade de formular sua própria pergunta e buscar a resposta por conta própria. O processo envolve desenvolver e se tornar "dono" da sua linha de pesquisa. Isso abrange as seguintes etapas estruturadas:
        • Pesquisa e revisão da literatura existente;
        • Formulação de uma hipótese clara;
        • Desenho e execução do experimento;
        • Coleta, organização e estruturação dos dados;
        • Análise estatística, construção de gráficos e discussão dos resultados;
        • Construção de uma conclusão sólida;
        • Redação de relatórios literários e científicos;
        • Elaboração de uma apresentação visual e oral para o público e avaliadores.
    Ao passar por essas etapas, você desenvolve competências práticas em pesquisa literária e laboratorial, análise de dados e oratória. O resultado é o ganho de autonomia, protagonismo e o fortalecimento da autoestima.

    Por serem projetos transversais que treinam você para a resolução de problemas reais, a feira de ciências integra todos os aspectos da sua educação formal, moldando o profissional de amanhã para futuras demandas de emprego. Após concluir um projeto dessa magnitude, você terá adquirido a bagagem metodológica necessária para planejar futuras investigações em diversas áreas do conhecimento. Desse modo, a feira de ciências pode ser, inclusive, o impulso inicial para a escolha da sua futura carreira profissional.

    Além de todo o rigor acadêmico, o processo é divertido e repleto de autodescoberta. No início, é natural sentir-se sobrecarregado pela enorme quantidade de tarefas. No entanto, à medida que você avança passo a passo e compartilha suas conquistas com colegas, professores e juízes, a experiência gera um crescimento e uma satisfação pessoal imensuráveis. Essa vivência constrói autoconfiança, capacitando você a expor e defender suas ideias com clareza em contextos formais futuros, como entrevistas de emprego ou processos seletivos universitários.

    4. O que é, de fato, um Projeto de Feira de Ciências?

    De forma simples, um projeto de feira de ciências é a sua pesquisa independente sobre um tema científico, conduzida por meio da aplicação rigorosa do método científico.

    Todo o trabalho realizado e as ideias propostas pertencem estritamente a você, garantindo a propriedade intelectual e o protagonismo sobre o problema investigado e os resultados obtidos. Ao desenvolver este projeto, você assume o papel de um cientista profissional em plena atividade, experimentando em primeira mão como o corpo de conhecimento que chamamos de "ciência" é construído e acumulado ao longo do tempo.

    Projeto para Feira de Ciências

    Um Projeto pode ser um experimento:

    Um experimento é um problema que é explorado através de o método científico :

    • Formulando uma pergunta
    • Determinando e seguindo um procedimento
    • Coletando e analisando dados
    • Formando uma conclusão
    Demonstração:
    Exemplos:
    Vulcões
    Sistemas Solares
    Como funciona uma lâmpada ...

    Modelos e demonstrações NÃO são experimentos científicos! Alguns projetos válidos podem envolver ... 
    Projetando e testando um modelo
    Realizar algum tipo de experimento e relatar os resultados
    Demonstrando um conceito para um design original
    Observando padrões na natureza.
    Escolha de um tópico e título 

       Como devo enquadrar minha pergunta?

    Explicando o propósito  

    Use de 1 a 3 frases para explicar resumidamente o propósito de seu experimento.

    Começar com:

    O objetivo deste projeto é ...
    O objetivo deste estudo é ...

    Formulando uma Hipótese na elaboração de projetos

    Uma hipótese é uma previsão, ou suposição científica, que declara o que você acha que será a resposta para o seu problema / pergunta.


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    Histórico e Pesquisa para o Projeto

    • Pesquise o tópico de sua pergunta / problema
    • Descubra o que já se sabe sobre o seu tópico 
    Projetando um experimento 

    Você deve criar um experimento que testa apenas uma variável independente.

       Todas as outras variáveis devem ser controladas. 

    Em seguida, você precisa listar todos os materiais que serão usados ​​para conduzir o experimento.

    Finalmente, você precisa fornecer uma lista detalhada de instruções para que outros possam repetir sua experiência. Essas instruções devem ser numeradas. 

    Nota: é importante que você repita sua experiência tantas vezes quanto possível para ajudar a validar seus resultados.

    Mais sobre variáveis ​​e controles ... 
    • Variável independente
    • A variável que você está mudando
    • Variável dependente
    • A variável que  observa para mudanças
    • Variáveis ​​controladas (também conhecidas como constantes)
    • Coisas que permanecem as mesmas ao longo do experimento

    Pesquise
    • Faça uma pergunta
    • Faça pesquisa de fundo
    • Construa uma hipótese
    • Teste sua hipótese fazendo uma experiência
    • Analise seus dados e tire uma conclusão
    • Comunique seus resultados


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    Coletando e Exibindo Dados 

    Os dados devem ser coletados conforme você realiza o experimento

    Os dados devem ser exibidos em seu quadro na forma de tabelas, gráficos e / ou tabelas

    Todas as tabelas, gráficos e tabelas devem ser claramente rotulados e incluir um título

    Evidências fotográficas e de vídeo também devem ser incluídas, se disponíveis.

    Resultados 


    Nesta seção, você simplesmente declara quais são seus resultados.

    Não há interpretação ou análise.

    Por exemplo:

    “ Indivíduos que beberam Pepsi tinham pressão arterial mais alta do que aqueles que bebiam Coca. ”

    Alguns alunos optam por incluir Dados e Resultados juntos em uma seção.

    Tirar conclusões 

    Aqui é onde você responde à sua pergunta de pesquisa. 

    Os dados que você coletou apoiam sua hipótese?

    Explique por que os dados apoiaram ou não sua hipótese.

    Como você poderia modificar seu experimento para obter dados mais úteis e resultados mais conclusivos?

    Discussão 
    Nesta seção, você precisa interpretar suas descobertas ...

    Discuta quaisquer tendências que seus dados revelaram e o que essas tendências podem significar

    … E discuta seu significado no “ quadro geral ” :

    Impacto na sociedade como um todo

    Impacto em um determinado ramo de estudo (por exemplo, medicina e saúde, microbiologia, botânica, etc.)

    Alguns alunos optam por combinar sua Conclusão e Discussão em uma seção.

    Reconhecimentos 

    Esta seção oferece uma oportunidade para você agradecer a todos que o ajudaram a desenvolver e / ou concluir seu projeto.

    Categorias de Projetos

        • Ciências Sociais e Comportamentais: Estudos sobre psicologia humana, comportamento social, linguística, antropologia e dinâmicas de aprendizado.
        • Bioquímica: Investigação de processos químicos a nível celular e molecular, enzimas, DNA, proteínas e metabolismo de organismos vivos.
        • Botânica: Estudos focados na vida vegetal, incluindo crescimento, fisiologia, genética, agricultura e hidroponia.
        • Química: Análise de substâncias, reações químicas, propriedades da matéria e testes de eficácia de produtos de consumo.
        • Ciência da Computação: Desenvolvimento de softwares, engenharia de sistemas, algoritmos de inteligência artificial, simulações e programação.
        • Ciência da Terra e do Espaço: Astronomia, geologia, sismologia, meteorologia, estudo de rochas, solos e fenômenos espaciais.
        • Engenharia: Projetos de design e construção de estruturas, aerodinâmica, robótica, pontes, física mecânica aplicada e eficiência de materiais.
        • Ciência Ambiental: Ecologia, controle de poluição, estudos sobre o impacto da erosão, reciclagem, gestão de resíduos e sustentabilidade.
        • Matemática: Desenvolvimento de modelos matemáticos, análise estatística de dados, teoria dos números e criptografia.
        • Medicina e Saúde: Estudos sobre fisiologia humana, nutrição, capacidade pulmonar, efeitos de estímulos na saúde e medicina preventiva.
        • Microbiologia: Investigação de microrganismos invisíveis a olho nu, como bactérias, vírus, fungos e leveduras.
        • Física: Estudos sobre energia, mecânica, ótica, termodinâmica, magnetismo e leis do movimento.
        • Zoologia: Estudos focados na vida animal, incluindo comportamento, rastreamento, dietas e biologia de espécies (sem uso de animais vivos na feira).

    Organização Geral da Feira

    Ao criar uma feira de ciências em nível escolar, o planejamento estratégico garante que o evento seja justo, seguro e bem-sucedido.

    Divisões Justas de Avaliação

    É fundamental segmentar os estudantes por faixas etárias e modalidades para garantir uma competição justa. Seria injusto avaliar um aluno do 1º ano do Ensino Fundamental sob os mesmos padrões de exigência de um aluno do 8º ou 9º ano.
    Sugere-se as seguintes divisões por níveis:
        • Divisão Júnior: Voltada para alunos de Ensino Fundamental II (6º ao 8º ano).
        • Divisão Sênior: Voltada para alunos de Ensino Médio (9º ano ao 3º ano do Ensino Médio / 12ª série).
        • Categorias de Participação: Os trabalhos de ambas as divisões podem ser inscritos como Projetos Individuais ou Projetos em Equipe.

    ⏱️ Cronograma Sugerido para o Dia do Evento

        • 08:30 – 09:30 | Credenciamento e Instalação: Chegada dos estudantes para a montagem dos painéis e organização das bancadas.
        • 09:30 – 12:30 | 1º Bloco de Avaliação: Abertura da feira para visitação pública e início das rodadas de julgamento pelos avaliadores.
        • 12:30 – 13:30 | Intervalo para Almoço: Pausa para descanso e alimentação dos alunos e juízes.
        • 13:30 – 14:30 | 2º Bloco de Avaliação: Continuação da visitação e encerramento das avaliações técnicas.
        • 14:30 – 15:30 | Cerimônia de Premiação: Anúncio dos vencedores e entrega de condecorações.
        • 16:00 | Encerramento e Desmontagem: Agradecimento formal aos voluntários e juízes, seguido pela desmontagem dos projetos pelos alunos.

    Sistema de Premiação e Reconhecimento

    Todos os participantes devem receber um Certificado de Participação básico pelo empenho no desenvolvimento da pesquisa. Os projetos de destaque serão condecorados conforme o ranqueamento:
        • Grande Prêmio: Concedido aos 10 melhores alunos (projetos individuais) e à melhor equipe da feira. Inclui prêmios profissionais, viagens científicas, reconhecimento institucional e participação em eventos especiais.
        • 1º ao 3º Lugar: Medalha, certificado e Faixa/Selo Azul (Nível de Excelência).
        • 4º ao 6º Lugar: Medalha, certificado e Faixa/Selo Verde (Nível Excelente).
        • 7º ao 10º Lugar: Certificado e Faixa/Selo Vermelho (Menção Honrosa).
    Parte 5: Exigências para a Exposição dos Trabalhos
    O estande é o cartão de visitas da investigação. Ele deve comunicar de forma rápida e visual todo o percurso da pesquisa científica.

    O Painel de Exposição (Cartaz)

    O painel do aluno deve responder claramente a quatro perguntas fundamentais:
        1. O que você fez? (Problema)
        2. O que você usou? (Materiais)
        3. Como você usou? (Metodologia)
        4. O que você descobriu? (Resultados e Conclusão)

    Estrutura Obrigatória do Quadro de Investigação
    O conteúdo impresso (ou escrito à mão de forma impecável) deve ser fixado em um painel de exposição com três seções (tríptico), contendo as seguintes partes ordenadas:
        • Introdução: Definição clara do problema de pesquisa, a hipótese formulada e as variáveis identificadas (independentes, dependentes e de controle).
        • Metodologia: Lista detalhada dos materiais utilizados e o procedimento passo a passo da execução.
        • Dados: Coleta de dados brutos organizada visualmente através de gráficos, tabelas e infográficos.
        • Análise: Discussão e interpretação técnica dos dados coletados.
        • Conclusão: Resumo dos achados e a resposta se a hipótese inicial foi confirmada ou refutada.
    💡 Recursos Visuais: Além do texto, utilize fotografias próprias do experimento, diagramas e tabelas. Materiais não perigosos utilizados na pesquisa podem ser colados ou expostos à frente do quadro com organização e criatividade.

    Critérios de Julgamento

    Os avaliadores utilizarão uma escala de 100 pontos por projeto, divididos de acordo com os seguintes critérios técnicos:
        1. Capacidade Criativa (30 pontos): Originalidade da pergunta de pesquisa, criatividade na abordagem do problema e engenhosidade na resolução de limitações técnicas do experimento.
        2. Pensamento Científico (30 pontos): Aplicação correta do método científico. A hipótese é testável? As variáveis foram controladas devidamente? Os dados dão suporte direto à conclusão?
        3. Profundidade (15 pontos): Nível de dedicação, extensão da pesquisa bibliográfica e maturidade na condução e entendimento do tema escolhido.
        4. Habilidade (15 pontos): Qualidade da execução do experimento, precisão na coleta de dados e habilidade na construção ou manuseio dos materiais.
        5. Clareza (10 pontos): Capacidade de comunicação oral do estudante durante a entrevista com o juiz e clareza textual e visual no painel de exibição.

    Protocolos de Segurança e Restrições

    A integridade física dos participantes e visitantes é a prioridade máxima do evento. Ficam estritamente proibidos os seguintes itens na área de exposição:
        • Estruturas Instáveis: Painéis frágeis, mal apoiados ou que corram o risco de cair sobre as pessoas ou sobre outros projetos.
        • Animais Vivos: Absolutamente nenhum animal vertebrado ou invertebrado deve estar em exibição. São permitidos apenas registros por meio de fotografias, vídeos ou ilustrações.
        • Substâncias Químicas Líquidas: Substâncias químicas perigosas e líquidos de qualquer tipo em recipientes abertos. Todos os líquidos demonstrativos autorizados devem estar em frascos hermeticamente lacrados.
        • Riscos Elétricos: Fiações elétricas desgastadas, extensões com isolamento rompido, fios desencapados ou conexões elétricas soltas.
        • Riscos Biológicos e Alérgenos: Substâncias que causem mau cheiro ou provoquem reações alérgicas severas (como culturas de bolores/mofo abertas). Organismos microbiológicos devem estar lacrados em placas de Petri com fita adesiva de alta resistência e nunca abertos ao público.

    O Ecossistema Científico (Níveis de Competição)

    A feira de ciências da escola não é um evento isolado, mas sim a porta de entrada para uma jornada científica que pode alcançar proporções globais.

    O projeto desenvolvido na sala de aula tem o potencial de ser credenciado para representar a escola na região, no estado e, eventualmente, defender o país nas maiores feiras internacionais de ciências do mundo. Tudo começa com uma boa pergunta!

    Bibliografia / Referências 

    Referências 


    Fonte:
    http://www.faddenps.act.edu.au/__data/assets/pdf_file/0010/425458/Science_Fair_2018_3.pdf

    Livro Ciência para o Brasil - SBPC

    Ciência para o Brasil

    A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) disponibilizou o Livro Ciência para o Brasil – 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que foi produzido com recursos financeiros da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

    A versão impressa teve mil exemplares; A versão digital está disponível aqui.

    Fazer ciência no Brasil nunca foi uma tarefa para corações fracos. Olhar para trás e mapear a história do desenvolvimento científico e tecnológico do país exige, inevitavelmente, cruzar caminhos com uma sigla que transcendeu os laboratórios para se tornar uma das maiores trincheiras democráticas da América Latina: a SBPC.

    Publicada para celebrar as sete décadas da instituição, a obra coletiva Ciência para o Brasil: 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), organizada por Helena B. Nader, Vanderlan S. Bolzani e José Roberto Ferreira, reconta essa odisseia. Escrito por jornalistas de ciência e grandes pesquisadores, o livro funciona tanto como um documento histórico rigoroso quanto como uma reportagem de fôlego, mostrando que o progresso científico e o amadurecimento democrático brasileiro são duas faces da mesma moeda.

    Da Torre de Marfim ao Fórum Social: A Fundação (1948)

    Quando a SBPC foi fundada, em julho de 1948, na esteira do pós-Segunda Guerra Mundial, o cenário da pesquisa no Brasil era desolador. Salvo raras e heroicas exceções institucionais — como o Instituto Oswaldo Cruz (Manguinhos) e o Instituto Butantan —, o país engatinhava. A Universidade de São Paulo (USP), marco inicial da pesquisa integrada ao ensino superior nacional, tinha meros 14 anos de vida.

    Idealizada por mentes brilhantes como o médico e fisiologista Maurício Rocha e Silva, o biomédico José Reis e o físico pioneiro Jorge Americano, a SBPC nasceu com o objetivo inicial de aproximar pesquisadores e defender as prerrogativas da ciência. No entanto, como aponta o jornalista e sociólogo José Roberto Ferreira na abertura da obra, as peculiaridades da história brasileira logo empurraram a instituição para uma missão muito mais ampla. O livro sugere, inclusive, uma provocação certeira: a sigla bem que poderia significar SCPB – Sociedade Científica para o Progresso do Brasil.

    Os Anos de Chumbo e as Reuniões Anuais como Resistência

    O verdadeiro teste de fogo da SBPC veio com o golpe militar de 1964. Enquanto cientistas eram cassados, aposentados compulsoriamente e institutos eram vigiados, as Reuniões Anuais da SBPC transformaram-se, progressivamente, no maior e mais vibrante fórum aberto de debate e crítica aos desmandos do regime ditatorial.

    Durante as décadas de 1970 e 1980, quando sindicatos estavam calados e a imprensa sofria sob o jugo da censura prévia, as assembleias da SBPC tornaram-se o espaço onde intelectuais, estudantes e movimentos sociais se reuniam para clamar pela anistia, denunciar abusos ambientais na Amazônia e planejar a redemocratização. Sob a liderança de figuras como o físico Oscar Sala (presidente da entidade entre 1973 e 1979), a sociedade civil brasileira encontrou na comunidade científica uma voz corajosa que os militares não podiam silenciar facilmente sem atrair o repúdio internacional.

    A Consolidação de um Sistema Nacional

    A obra esmiúça o salto quantitativo e qualitativo que a ciência deu no país após esse período turbulento. A partir da Reforma Universitária de 1968 e da consolidação de agências de fomento fundamentais — como o CNPq e a Capes (criados em 1951), a Finep (1967) e o pioneirismo das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), lideradas pela Fapesp —, o Brasil começou a desenhar sua maturidade acadêmica.

    Os dados apresentados no livro mostram o impacto dessa interiorização e crescimento. Na pós-graduação, o salto foi monumental: em 1998, dez estados brasileiros sequer formavam doutores. Duas décadas depois, em 2018, todos os estados da federação já contavam com programas de doutorado ativos, totalizando mais de 2,1 mil cursos em nível nacional.

    A pesquisa brasileira deixou de ser um privilégio do Sudeste para fincar raízes profundas no Nordeste, no Sul, no Centro-Oeste e na região Norte, transformando o Brasil em um player global em áreas cruciais como medicina tropical, biocombustíveis, física de partículas e ciências agrícolas — esta última impulsionada pelo sucesso incontestável da Embrapa.

    O Papel Crítico da Divulgação Científica

    Um dos grandes trunfos de Ciência para o Brasil é colocar a comunicação pública da ciência no centro do palco. Não por acaso, um de seus fundadores, José Reis, empresta seu nome ao principal prêmio de divulgação científica do país. A SBPC entendeu, desde o início, que a ciência só se sustenta se for abraçada pelo cidadão comum como um patrimônio coletivo.

    Ao recrutar jornalistas especializados para dar vida às suas páginas, o livro traduz termos herméticos em uma narrativa pulsante e acessível. A publicação reforça a premissa de que a ciência não deve se isolar em "torres de marfim", mas sim ocupar as ruas, as escolas, o parlamento e as novas mídias digitais.
    Livro Ciência para o Brasil - SBPC

    Um Farol para o Futuro

    Setenta anos após o seu primeiro manifesto, o livro nos lembra que as ameaças à atividade científica são cíclicas. Negacionismos, cortes orçamentários drásticos e tentativas de desidratação das universidades públicas continuam a testar a resiliência dos pesquisadores brasileiros no século XXI.

    Ciência para o Brasil: 70 anos da SBPC não é apenas um olhar nostálgico sobre o passado. É um manual de resistência. Ao recontar como a comunidade científica nacional superou ditaduras, crises econômicas e o isolamento geográfico para construir um ecossistema de pesquisa respeitado mundialmente, a obra entrega um farol de esperança. A mensagem implícita é clara: defender a ciência brasileira é, antes de tudo, defender a própria sobrevivência do projeto democrático e soberano do Brasil.

    O livro "Ciência para o Brasil: 70 anos da SBPC" (2019) conta com o apoio da FAPESP e sua versão integral em PDF pode ser acessada gratuitamente no portal oficial da SBPC, em https://portal.sbpcnet.org.br/wp-content/uploads/2020/07/Livro-SBPC-70-anos.pdf

    Os autores são 17 jornalistas e um historiador, todos com características profissionais em comum que os credenciam para a assinatura dos capítulos: conhecem a trajetória da SBPC, têm percepção e compreensão profundas do sistema nacional de ciência, tecnologia e inovação, e se dedicam à divulgação científica há vários anos. Os organizadores da obra são a biomédica Helena Nader, a farmacêutica Vanderlan Bolzani e o jornalista José Roberto Ferreira.

    Referências:
    NADER, H. B.; BOLZANI, V. S.; FERREIRA, J. R. (Orgs.). Ciência para o Brasil: 70 anos da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). São Paulo: SBPC, 2019. Disponível em: http://portal.sbpcnet.org.br/publicacoes/ciencia-para-o-brasil/.

    O Impacto dos Ônibus Autônomos na Sociedade

    Texto sobre Tecnologia: O Impacto dos ônibus autônomos na sociedade

    Os avanços na tecnologia automobilística têm transformado drasticamente a maneira como a humanidade se locomove. Atualmente, os automóveis são o meio de transporte mais comum no planeta, mas também trazem desafios severos à saúde pública, uma vez que mais de 1,3 milhão de pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito em todo o mundo. Estudos indicam que o fator humano ou a operação inadequada dos veículos são responsáveis por cerca de 90% dessas fatalidades. Como resposta a essa problemática, a ciência e a engenharia desenvolveram a tecnologia de condução autônoma, projetando veículos que operam por meio de cálculos de dados rigorosos, capazes de diminuir erros humanos e otimizar o fluxo nas vias. 

    Diferente dos carros de passeio automatizados, os ônibus autônomos são classificados como veículos de pequeno a médio porte, planejados para transportar entre 10 e 20 passageiros ao mesmo tempo. Eles têm a capacidade de frear, acelerar e navegar de forma independente por rotas previamente definidas, sem a necessidade de um motorista humano no comando. Do ponto de vista ambiental e urbanístico, essa modalidade de transporte público oferece um leque expressivo de benefícios ecológicos e estruturais, incluindo a redução expressiva do consumo de energia, a diminuição da poluição atmosférica, o melhor aproveitamento do espaço das vias públicas e o aumento da eficiência no tráfego das grandes cidades. 

    Para que esses veículos circulem em segurança, eles contam com um complexo sistema integrado de sensores e inteligência artificial. Os ônibus autônomos são equipados com radares de ondas milimétricas, sensores baseados em laser (tecnologia conhecidas como LIDAR), câmeras de alta resolução e sensores ultrassônicos distribuídos estrategicamente ao redor de sua estrutura. Todos os dados coletados por esses dispositivos sobre o ambiente rodoviário — como a presença de pedestres, ciclistas, outros veículos e obstáculos — são processados em tempo real por algoritmos matemáticos complexos, o que permite o controle inteligente da velocidade e da direção do veículo. Cientistas estimam que o uso em larga escala dessa tecnologia possa mitigar em até 80% as taxas de acidentes de trânsito nas próximas décadas. 

    Apesar de todas as vantagens tecnológicas comprovadas, pesquisadores apontam que o maior desafio para a implementação definitiva dos ônibus autônomos não reside na engenharia ou no desenvolvimento do software, mas sim na psicologia social e nos fatores humanos: a confiança e a aceitação pública. Para a maioria das pessoas, substituir um motorista humano por uma inteligência artificial gera um sentimento inicial de incerteza, desconfiança e percepção de riscos. Na ciência dos sistemas automatizados vigora uma regra central conhecida como "sem confiança, sem uso", sugerindo que, por mais perfeita que uma máquina seja, ela se tornará obsoleta se a sociedade se recusar a adotá-la. 

    Com o objetivo de investigar esse comportamento social, cientistas realizaram um estudo empírico na cidade de Nanjing, na China, coletando dados de centenas de moradores para entender como as "diferenças individuais" influenciam a aceitação dessa tecnologia. O conceito de diferenças individuais abrange tanto as características demográficas (como gênero, idade, renda e nível de escolaridade) quanto os traços de personalidade das pessoas. Os resultados demonstraram que o nível de aceitação geral da população ainda é baixo e que as pessoas mantêm forte ceticismo, o que prova que entender a mente humana é tão importante para o avanço da ciência quanto programar o próprio veículo. 

    A análise estatística da pesquisa revelou fatos curiosos sobre o comportamento humano em relação à inovação. Descobriu-se, por exemplo, que os homens tendem a aceitar os ônibus autônomos com muito mais facilidade do que as mulheres. No critério de faixa etária, os adultos de 30 a 39 anos mostraram-se os mais propensos a usar a tecnologia, enquanto idosos e jovens adultos apresentaram maior resistência. Adicionalmente, fatores como maior nível de escolaridade, faixas de renda mais elevadas, uso diário frequente do transporte público e traços de personalidade voltados à abertura para novas experiências e à empatia (amabilidade) correlacionaram-se diretamente com uma aceitação significativamente maior dos veículos sem motorista. 

    por Zehua LiORCID,Jiaran Niu,Zhenzhou Li,Yukun Chen,Yang WangeBin Jiang*Departamento de Desenho Industrial, Universidade de Ciência e Tecnologia de Nanjing, Nanjing 210094, China

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    Questões sobre o Texto (com Respostas)

    1. Qual é a principal causa apontada pelo texto para a ocorrência da grande maioria dos acidentes de trânsito no mundo?
        • Resposta: O fator humano ou a operação inadequada dos veículos por motoristas são responsáveis por cerca de 90% dos acidentes automobilísticos anuais. 

    2. O que diferencia os ônibus autônomos dos carros autônomos de passeio tradicionais?
        • Resposta: Os ônibus autônomos são veículos de pequeno a médio porte projetados especificamente para transporte público, capazes de carregar entre 10 e 20 passageiros simultaneamente ao longo de rotas predefinidas e sem motorista. 

    3. Quais são os principais benefícios ambientais e urbanísticos que os ônibus autônomos podem trazer para as grandes cidades?
        • Resposta: Eles proporcionam a redução do consumo de energia, diminuição da poluição ambiental, otimização da alocação de recursos rodoviários (espaço das ruas), melhoria na acessibilidade e maior eficiência na operação do tráfego. 

    4. Quais equipamentos tecnológicos os ônibus autônomos utilizam para detectar o ambiente rodoviário e os obstáculos ao seu redor?
        • Resposta: Eles utilizam um sistema integrado composto por radares (incluindo radares de ondas milimétricas), sensores LIDAR (sensores a laser), câmeras de vídeo e sensores ultrassônicos. 

    5. Como as informações coletadas pelos sensores do ônibus são transformadas em ações práticas, como fazer uma curva ou frear?
        • Resposta: As informações são processadas em tempo real por algoritmos de inteligência artificial que calculam os dados e realizam o controle inteligente e imediato da direção e da velocidade do veículo. 

    6. Segundo o texto, qual é o maior obstáculo atual para a implementação dos ônibus autônomos em larga escala? É um problema técnico?
        • Resposta: Não é um problema técnico. O maior obstáculo é o fator humano, especificamente o nível de confiança e a aceitação psicológica do público geral em relação à nova tecnologia. 

    7. O que significa a regra de design "sem confiança, sem uso" mencionada no texto?
        • Resposta: Significa que a confiança é um pré-requisito fundamental para a adoção de qualquer sistema automatizado. Se o público não confiar na segurança e na tecnologia da máquina, ele simplesmente se recusará a utilizá-la, tornando-a inútil. 

    8. O que compõe o conceito de "diferenças individuais" analisado pelos cientistas no estudo behaviorista feito na China?
        • Resposta: O conceito de diferenças individuais engloba informações demográficas (como gênero, idade, escolaridade, estado civil e renda) e traços de personalidade dos indivíduos. 

    9. De acordo com os resultados do estudo de Nanjing, quais perfis demográficos de pessoas demonstraram maior abertura e aceitação para andar em ônibus autônomos?
        • Resposta: A aceitação foi maior entre homens , adultos na faixa etária de 30 a 39 anos , indivíduos com alto nível de escolaridade (pós-graduação) , pessoas com rendas mensais mais altas e usuários frequentes de transporte público (que usam o ônibus mais de 3 vezes ao dia). 

    10. Como os traços de personalidade das pessoas influenciam a aceitação dos veículos autônomos? Quais traços se destacaram positivamente?
        • Resposta: Pessoas com traços de personalidade específicos reagem de formas diferentes à tecnologia. No estudo, pessoas com altos níveis de "abertura para experiências" (curiosidade por coisas novas) e "amabilidade" (consideração e confiança no próximo) demonstraram uma aceitação e disposição significativamente maiores para adotar os ônibus autônomos. 


    Ônibus
    Imagem Ilustrativa

    Outros textos

    1. Texto sobre Tecnologia: Mini Robôs que imitam Artrópodes
    2. Texto de Ciências: Gestão Agrícola e Sustentável
    3. Texto de Ciências: Agricultura Sustentável
    Para tornar a aula de Ciências dinâmica e engajadora a partir do texto sobre ônibus autônomos, você pode aplicar diferentes metodologias ativas. Aqui está uma lista de sugestões de atividades divididas por etapas pedagógicas:

    1. Atividades de Introdução e Sensibilização (Gatilho)

        • Tempestade de Ideias (Brainstorming) com IA: Antes de ler o texto, lance a pergunta para a turma: "Quem aqui entraria em um ônibus sem motorista hoje?". Peça para os alunos levantarem a mão e justificarem brevemente. Anote as palavras-chave no quadro (ex: medo, tecnologia, segurança, futuro) para contrastar com o texto depois.
        • Linha do Tempo Humana: Peça para os alunos se organizarem em uma linha na sala de aula baseada no nível de confiança deles em robôs e inteligência artificial (de 0 a 10). Isso ilustra visualmente o conceito de "diferenças individuais" e "aceitação" abordado na pesquisa.

    2. Atividades de Leitura e Análise (Exploração)

        • Leitura Compartilhada com Glossário Técnico: Conduza a leitura do texto pausadamente. À medida que termos como LIDAR, algoritmos, amabilidade ou dados demográficos aparecerem, peça para os alunos explicarem o que entenderam e construam um pequeno glossário científico no caderno.
        • Caça aos Dados Científicos: Divida a turma em duplas e peça para eles sublinharem no texto o que é dado estatístico/fato (ex: "90% das fatalidades são por erro humano") com uma cor e o que é conceito/teoria (ex: "regra do sem confiança, sem uso") com outra cor. Isso ajuda a desenvolver o pensamento crítico e a diferenciar dados de opiniões.

    3. Metodologias Ativas e Prática (Aprofundamento)

        • O Júri Simulado (Debate Regrado): Divida a sala em três grupos: um grupo de engenheiros e defensores da tecnologia (argumentando a favor da segurança e ecologia), um grupo de cidadãos céticos/sindicato dos motoristas (argumentando sobre o desemprego, falhas tecnológicas e falta de confiança) e um grupo de juízes/governantes que decidirá se a cidade vai ou não adotar os ônibus autônomos com base nos argumentos apresentados.
        • Criação de Infográficos ou Mapas Mentais: Peça para os alunos desenharem em uma folha um esboço de um ônibus autônomos. Eles devem apontar "setas" indicando onde ficam os sensores (LIDAR, câmeras, radares) e explicar a função de cada um, além de puxar ramificações sobre as vantagens ambientais do veículo.

    4. Interdisciplinaridade e Conexão com a Realidade

        • Pesquisa de Campo Escolar (Mini-Estatística): Inspirados no estudo de Nanjing feito no texto, os alunos podem criar um formulário simples (com 3 a 4 perguntas) e entrevistar de 5 a 10 pessoas (outros professores, funcionários da escola ou familiares) sobre se usariam ou não um veículo autônomo. Na aula seguinte, a turma pode juntar os dados para ver se, na comunidade deles, os resultados batem com a pesquisa chinesa (ex: se os mais jovens aceitam mais que os mais velhos).
        • Conexão com a Matemática e Geografia: Use os dados do texto para propor problemas matemáticos (ex: "Se uma cidade tem 500 acidentes por ano e os ônibus autônomos reduzem isso em 80%, quantos acidentes seriam evitados?"). Em geografia, debata como o planejamento urbano e as cidades inteligentes (Smart Cities) se beneficiam dessa tecnologia.

    5. Avaliação e Fechamento

        • O Desafio do Designer: Peça para os alunos pensarem no problema central do texto: a falta de confiança do público. O desafio deles será propor uma solução de design ou uma campanha de conscientização para fazer as pessoas confiarem no ônibus (ex: colocar uma tela externa mostrando o que o robô está "vendo", criar um botão de emergência visível, etc.). Eles podem apresentar a ideia em formato de desenho ou texto curto.
        • Utilização das 10 Questões: Use as questões elaboradas anteriormente como um Quiz interativo de encerramento utilizando ferramentas digitais (como Kahoot ou Plickers) ou como uma atividade formal de fixação para nota.

    Texto de Ciências sobre Saneamento Básico e Saúde

    Saneamento Básico e Saúde: esgoto doméstico.

    O que é o Saneamento Básico?


    Saneamento básico  é a atividade relacionada ao abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades (Wikipedia 2017).

    O saneamento básico é um conjunto de serviços essenciais para a qualidade de vida da população. Ele inclui o abastecimento de água potável, a coleta e o tratamento de esgoto, a coleta de resíduos sólidos (lixo) e a drenagem das águas da chuva. Esses serviços ajudam a prevenir doenças e contribuem para a preservação do meio ambiente. 

    Ao longo da história, a melhoria das condições de saneamento foi fundamental para reduzir epidemias e aumentar a expectativa de vida das pessoas. No Brasil, importantes ações realizadas por sanitaristas, como Oswaldo Cruz, ajudaram a combater doenças transmitidas por insetos e pela falta de higiene nas cidades. 

    Mesmo com avanços nas últimas décadas, muitas regiões brasileiras ainda enfrentam dificuldades de acesso aos serviços de saneamento. A ausência de água tratada, de coleta adequada de esgoto e de manejo correto dos resíduos favorece a proliferação de microrganismos e vetores transmissores de doenças. 

    Diversas enfermidades estão relacionadas ao saneamento inadequado, como diarreia, hepatite A, leptospirose, dengue, febre amarela, verminoses e esquistossomose. Essas doenças podem ser transmitidas pela água contaminada, pelo contato com ambientes insalubres ou por insetos que encontram condições favoráveis para se reproduzir em locais com acúmulo de lixo e água parada. 

    Pesquisas realizadas em municípios brasileiros mostram que a falta de saneamento está associada ao aumento da ocorrência de doenças. Além disso, fatores como moradias precárias, descarte inadequado de esgoto e baixa escolaridade podem aumentar os riscos para a saúde da população. Investimentos em educação e infraestrutura sanitária são importantes para reduzir esses problemas. 

    Portanto, o saneamento básico é uma das principais medidas de prevenção em saúde pública. Garantir acesso à água limpa, ao tratamento de esgoto e à coleta adequada de resíduos contribui para a diminuição de doenças, melhora a qualidade de vida e promove o desenvolvimento sustentável das comunidades. 
    Fonte: 
    Fontes
    NUVOLARI, A. Esgoto Sanitário: coleta, transporte, tratamento e reuso agrícola. São Paulo, Edgard Blucher:, 2003.
    NBR 9648 - Comitê Brasileiro de Construção Civil CE-02:009.27 - Comissão de Estudo de Projetos de Sistemas de Esgoto Sanitário NBR 9648
    SANEAMENTO BÁSICO. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Flórida: Wikimedia Foundation, 2017. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Saneamento_b%C3%A1sico&oldid=48326213>. Acesso em: 20 mar. 2017.

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    Questões com Respostas

    1. O que é saneamento básico?
    Resposta: É o conjunto de serviços que inclui abastecimento de água potável, coleta e tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e drenagem das águas pluviais.
    2. Por que o saneamento básico é importante para a saúde?
    Resposta: Porque ajuda a prevenir doenças e melhora as condições de vida da população.
    3. Cite dois serviços que fazem parte do saneamento básico.
    Resposta: Abastecimento de água potável e coleta e tratamento de esgoto.
    4. Quais doenças podem estar relacionadas à falta de saneamento?
    Resposta: Diarreia, dengue, hepatite A, leptospirose, verminoses e esquistossomose.
    5. Como a água contaminada pode afetar a saúde das pessoas?
    Resposta: Pode transmitir microrganismos causadores de doenças.
    6. Qual foi a contribuição de Oswaldo Cruz para a saúde pública brasileira?
    Resposta: Liderou ações de combate a doenças e melhorias sanitárias nas cidades.
    7. Como o lixo acumulado pode contribuir para a disseminação de doenças?
    Resposta: Pode servir de abrigo e local de reprodução para insetos e outros vetores de doenças.
    8. Além do saneamento, que outro fator ajuda a reduzir a ocorrência de doenças?
    Resposta: A educação da população sobre higiene e prevenção.
    9. O que acontece quando o esgoto não recebe tratamento adequado?
    Resposta: Pode contaminar rios, solos e favorecer a transmissão de doenças.
    10. Qual é o principal benefício do acesso ao saneamento básico para a sociedade?
    Resposta: A redução da ocorrência de doenças e a melhoria da qualidade de vida da população.
    Texto de Ciências sobre Saneamento Básico e Saúde

    Veja também:
    1. Texto de Ciências: O que é Descarbonização?
    2. Textos de Ciências: Pandemias de gripes - Texto para aula:
    3. Texto de Ciências sobre Saneamento Básico e Saúde

    Sugestões para Aplicação do Texto em Sala de Aula

    1. Leitura e discussão em grupo

    Divida a turma em pequenos grupos e peça que os alunos leiam o texto e discutam a importância do saneamento básico para a saúde e para o meio ambiente. Ao final, cada grupo pode apresentar suas conclusões.

    2. Construção de um mapa conceitual

    Solicite que os estudantes elaborem um mapa conceitual relacionando os componentes do saneamento básico (água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem) com as doenças que podem ser evitadas por meio desses serviços.

    3. Debate sobre problemas da comunidade

    Promova uma roda de conversa para que os alunos identifiquem problemas relacionados ao saneamento em seu bairro ou município e proponham possíveis soluções.

    4. Produção de cartazes educativos

    Os estudantes podem confeccionar cartazes com orientações sobre higiene, descarte correto do lixo, prevenção da dengue e economia de água. Os materiais podem ser expostos na escola.

    5. Pesquisa sobre doenças relacionadas ao saneamento

    Divida a turma em grupos e atribua uma doença para cada equipe (dengue, leptospirose, hepatite A, verminoses etc.). Os alunos poderão pesquisar formas de transmissão, sintomas e medidas de prevenção e apresentar os resultados à classe.

    6. Interpretação das questões

    Utilize as dez questões propostas após o texto para promover uma atividade individual ou em duplas, seguida de correção coletiva e esclarecimento das dúvidas.

    7. Elaboração de uma campanha de conscientização

    Proponha que os alunos criem slogans, folhetos ou pequenos vídeos incentivando práticas que contribuem para a melhoria do saneamento e da saúde pública.

    8. Estudo de casos

    Apresente notícias ou reportagens sobre surtos de doenças relacionados à falta de saneamento e peça que os estudantes identifiquem as causas e proponham medidas preventivas.

    9. Produção de texto

    Solicite que os alunos escrevam uma redação com o tema “A importância do saneamento básico para a qualidade de vida da população”, relacionando os conhecimentos adquiridos durante a aula.

    10. Construção de tabelas e gráficos

    A partir de dados sobre acesso à água tratada, coleta de esgoto ou incidência de doenças, os alunos podem elaborar gráficos e interpretar as informações, integrando Ciências e Matemática.

    11. Simulação de audiência pública

    Organize uma atividade em que alguns alunos representem moradores, autoridades municipais e profissionais da saúde, debatendo propostas para melhorar o saneamento da cidade.

    12. Aula interdisciplinar

        • Geografia: distribuição dos serviços de saneamento nas diferentes regiões do Brasil. 
        • Matemática: análise de dados e elaboração de gráficos. 
        • Português: produção de textos argumentativos. 
        • História: atuação de Oswaldo Cruz e a evolução da saúde pública no Brasil. 

    13. Quiz ou jogo de revisão

    Realize uma competição entre equipes com perguntas sobre os conteúdos estudados, incentivando a participação e a fixação dos conceitos.

    14. Projeto investigativo

    Os alunos podem pesquisar como ocorre o abastecimento de água e a coleta de esgoto em sua cidade, entrevistando familiares ou consultando informações da prefeitura, e apresentar os resultados para a turma.

    15. Atividade prática de prevenção

    Promova uma inspeção nos arredores da escola para identificar possíveis focos de água parada e discutir medidas de prevenção contra doenças transmitidas por mosquitos, como a dengue.



     
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