dezembro 30, 2017

Metodologia de ensino de ciências naturais na prática.

Metodologia de ensino de ciências na práticaEm nossa experiência no Ensino de Ciências Naturais acumulamos material relacionados aos nossos métodos de ensino de ciências naturais no ensino fundamental. Compartilhamos aqui alguns destes trabalhos realizados durante a jornada no magistério a fim de trocar experiências com demais profissionais.


Metodologia de ensino de ciências naturais na prática.


1 - A importância da Seleção de conteúdos para Metodologia de ensino de ciências.


Uma das fases do ensino de ciências é a seleção de conteúdos, neste texto fizemos algumas reflexões referentes ao tema que debatemos em grupos de estudos de ensino de ciências na década passada. Quais sejam: 

Algumas sugestões para reflexão


  1. Utilizar um tema gerador, com participação dos alunos, que é a forma de despertar o interesse por determinados assuntos;
  2. Considerar o conhecimento prévio dos educandos; 
  3. Procurar não simplificar os conteúdos a fim de "facilitar" o aprendizado dos alunos;
  4. Privilegiar conteúdos capazes de gerar inquietações e discussões em sala de aula; 
  5. Promover uma visão crítica dos conteúdos propostos;
  6. Contextualização dos conteúdos, a fim de lhes atribuir significados; 
  7. Propor conteúdos relacionados diretamente com a atividade de ensino proposta.

Quadro - Metodologia de ensino de ciências


2 - Em relação a metodologia de ensino de ciências destacamos a produção de texto nas aulas de ciências.



Iniciamos afirmando que a produção de texto passa necessariamente pela leitura, não necessariamente de um texto, mas de imagem, de um fato, de uma experiência, ou seja, de qualquer material ou atividade realizada na aula de ciências que será a nossa fonte de produção textual na aula de ciências como metodologia de ensino. Você também pode conferir sugestões de planos de aula em "55 Planos de aula de meio ambiente para ensino fundamental 1".

Dicas para a produção texto:


1) O texto escrito pelo aluno deverá ser  um desdobramento da leitura.
2) Pode ter como objetivo a realização de um mural coletivo;  
3) Para criação de um espaço na sala de aula de exposição dos textos dos alunos, podendo o mural ser temático, como por exemplo, DST.  
4) Escrever sobre uma observação que tenha feito, como por exemplo, relâmpagos e trovões, um rio poluído, etc.
5) Não esperar do aluno a repetição daquilo que lhe foi informado, mas estimular a sua criação.


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3 - Metodologia de ensino de ciências e o improviso: Projeto MESA-REDONDA “AQUECIMENTO GLOBAL EM DEBATE”.




Projeto de ciências chamado Mesa-redonda "Aquecimento global em debate". A escolha do tema surgiu em debate que teve lugar na reunião de planejamento pedagógica no início do ano letivo, realizada anualmente conforme calendário da Secretaria Municipal de Educação.   Ressalta-se a relevância da temática, que levou a humanidade a refletir sobre o futuro do planeta desde a Carta de Belgrado, que foi um marco conceitual no tratamento das questões ambientais, passando pela ECO’92 e convergindo no crescente debate relativo ao tema das mudanças climáticas e suas implicações.        


Acreditamos que a realização de projetos é uma metodologia produtiva no ensino de ciências. Trata-se de um projeto desenvolvido em uma escola pública no contexto do Programa de Educação de Jovens e Adultos.

OBJETIVOS




Os objetivos do projeto visam proporcionar aos alunos do PEJA uma aproximação da percepção individual aos reais significados de suas atitudes para a proteção do meio ambiente, procedimentos que melhorem a qualidade de vida na comunidade. Tendo por meta principal a formação de um aluno consciente e atualizado com debates atuais.
Dessa forma, pretende-se não só despertar nos alunos a preocupação da preservação do Meio Ambiente, mas apresentar alternativas a fim de amenizar um mal que já se instalou: nosso planeta está aquecendo mais do que deveria. O que fazer?
Ademais, objetivou-se também, criar um ambiente de formalidade no formato do seminário, valorizando a participação do aluno.

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METODOLOGIA

No primeiro trimestre de 2007, a questão do Meio Ambiente, relacionada à qualidade de vida e à preservação do Planeta, tem sido o ponto de partida das aulas nas turmas do PEJA.
O projeto foi dividido em duas etapas: (1) a primeira consiste em atividades de classes, relativas ao tema, desenvolvidas pelos professores em suas turmas; (2) sendo a segunda parte o evento (Mesa-Redonda), pois assim os alunos teriam uma base para participar da programação.
           

            Primeira etapa

Na primeira etapa foram realizadas as atividades de classes relativas ao tema, desenvolvidas pelos professores em suas turmas. Ressalta-se que privilegiou-se a liberdade no intuito de que os docentes realizassem atividades conforme as características e perfil de cada turma.
Dentre as atividades realizadas pelos professores com suas turmas pode-se destacar: Exibição de vídeos, como por exemplo, o vídeo “Aquecimento Global uma verdade inconveniente”,  além de produção de cartazes, produção de material pelos alunos, neste caso, destaca-se a caixa sobre o próximo animal a entrar em extinção., uma caixa fechada (como as de embalagem de eletrodomésticos) com um furo do tamanho de rosto, em que ao olhar dentro da caixa a pessoa via sua imagem refletida em um espelho e figuras de animais extintos, caracterizando que a espécie humana pode ser o próximo.

Segunda etapa

         Para realização da Mesa-Redonda foi necessária a mobilização de recursos didáticos, como por exemplo, retroprojetor (emprestado de outra escola), arrumação e decoração do auditório e aparelhagem de som.
O evento, coordenado pela Professora Orientadora e participação integral do grupo de professores do Ensino de Jovens e Adultos contou, ainda, com o auxílio da direção da Escola.
Dinâmica:
Abertura da Mesa Redonda.
Professores palestrantes – Professores da própria escola.
Debate a partir de perguntas feitas pelos alunos.

Conclusão

            A realização de um projeto dessas características requer uma interação coletiva entre os diversos segmentos e disciplinas da escola. Trata-se de uma atividade totalizadora do ambiente escolar.
            A execução exige um esforço conjunto visando a obtenção dos recursos necessários.
            As etapas foram realizadas por professores do primeiro segmento (PEJA I) e professores do segundo segmento (PEJA II) de diferentes disciplinas promovendo uma atividade multidisciplinar e a participação efetiva dos alunos.
            Os alunos que participaram amplamente das atividades, mostraram-se satisfeitos e surpresos com o porte do evento (Mesa-Redonda) apresentaram questionamentos no espaço destinado ao debate e solicitaram a realização de novos eventos similares.

Referências

Elaboração de Projetos em Mídia e Educação //www.multirio.rj.gov.br/  acessado em  11 de outubro de 2003

SANTOMÉ, Jurjo Torres. O Professorado em época de neoliberalismo: dimensões sociopolíticas de seu trabalho. IN LINHARES, Célia (Org). Os professores e a reinvenção da escola:  Brasil e Espanha 2 ed São Paulo Cortez 2001.


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4 - Metodologia de ensino de ciências naturais e a importância do Planejamento


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O planejamento aponta a metodologia realizada pelo professor em sua prática de ensino de ciências. Um projeto realizado em nossa caminhada pedagógica foi o QUALIDADE DE VIDA.

dezembro 01, 2017

Rebanho de Búfalos do Brasil

O maior rebanho de búfalos do mundo não está no Brasil, mas o Censo Agro 2017 apresentou o maior rebanho de búfalos do país. A recente pesquisa fala da bubalinocultura no Brasil; aponta quais as cidades que apresentam maior desenvolvimento no rebanho bubalino, raças e o significado deste setor para a nação.

Maior rebanho de búfalos (bubalino) do Brasil - Censo Agro 2017




Maior rebanho de búfalos do Brasil
by Pixabay - Búfalo


Fonte: Editoria: IBGE

Maior concentração de búfalos do país, Ilha do Marajó está no Censo Agro


A produção agropecuária tem enorme importância na geração de emprego e renda no Estado do Pará, onde cerca de 230 mil estabelecimentos em 144 municípios serão visitados pelos recenseadores que coletam dados para o Censo Agro 2017. O estado é grande fornecedor de mandioca, soja e dendê, e disputa com a Bahia a posição de maior produtor de cacau do Brasil. Mas, ao olharmos as estatísticas, há um setor bem específico que salta aos olhos: a criação de búfalos na Ilha de Marajó.

Localizada no norte do Pará, em uma área em que nem os pescadores sabem dizer onde termina o rio e começa o mar, a ilha concentra o maior rebanho de búfalos do Brasil. De acordo com a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM), do IBGE, o Pará contava com cerca de 520 mil cabeças (38% do total nacional) em 2016, das quais mais de 320 mil estavam na costa norte e nordeste da ilha. Só o município de Chaves concentra pouco mais de 30% do rebanho do Estado, cerca de 160 mil animais – para se ter uma ideia, o segundo município com o maior número de búfalos no Brasil é Cutias, no Amapá, onde havia pouco menos de 77 mil cabeças.

O Maior Rebanho da Ilha


O município de Soure, que abriga uma das Agências do IBGE em Marajó, concentra o segundo maior rebanho da ilha (cerca de 74.500 cabeças) e é a capital turística da região. Quem sai do Terminal Hidroviário de Belém em busca de belas praias encontra por lá indícios de que o búfalo movimenta toda a economia local, da gastronomia ao transporte de cargas, e está presente em uma grande variedade de estabelecimentos. De acordo com João Paulo da Rocha, vice-presidente da Associação Paraense de Criadores de Búfalos, estima-se que 80% de todos os criadores do Estado sejam pequenos proprietários com até 200 cabeças, e o mesmo padrão pode ser encontrado na ilha.

Os búfalos e a vida na cidade


A criação de búfalos não envolve apenas os pecuaristas, já que os animais fornecem carne, leite, couro e chifres para restaurantes, artesãos, queijeiros e outros tipos de estabelecimento. Em uma oficina de curtume na cidade, bolsas e calçados são vendidos após um processo que dura mais de dois meses e envolve o tratamento da pele, o tingimento com tinta extraída da casca da Árvore do Mangue e o alisamento do couro antes de ser trabalhado pelo artesão. Os animais são utilizados até mesmo pela polícia de Soure em suas patrulhas, algo que maravilha os turistas e tranquiliza os habitantes. Dóceis, os bichos pastam soltos pela cidade e não é raro encontrar moradores que criam um no quintal de casa.

Os criadores geralmente não se envolvem com a venda da carne, comercializando apenas os animais vivos para outros pecuaristas ou para compradores que promovem o abate em matadouros. Segundo Rocha, da APCB, os maiores consumidores da carne são os próprios marajoaras; Belém e outros municípios do Pará também são destinos comuns e, fora do Estado, constam Amapá, Maranhão e o Líbano como compradores frequentes. Em Soure, a maior parte do abate é realizada no matadouro municipal. “Eu só vendo meus animais, não trabalho com morte”, diz a criadora Eva Daher Abufaiad, que possui duas propriedades voltadas aos búfalos, uma delas herdada do pai, Elias Salomão Abufaiad, descendente de libaneses que começou o negócio da família no Marajó há mais de 70 anos.

Veterinária e agrônoma, a doutora Eva, como é conhecida em Soure, supervisiona a criação de cerca de mil animais em propriedades que somam dois mil hectares. A maioria é da raça Murrah ou Carabao, duas das quatro encontradas na Ilha do Marajó – há também a Jafarabady e a do Mediterrâneo, além dos mestiços. Ela também realiza inspeções no matadouro, cuida dos animais domésticos dos moradores de Soure e faz perícias a pedido de órgãos do Judiciário e da polícia para identificar búfalos roubados e encontrados em outras fazendas, geralmente no Amapá. Segundo Eva, os roubos são frequentes e causam prejuízo, mas não desanimam os criadores: “Eu sempre digo que não trabalho por dinheiro, trabalho por amor à natureza e aos animais”, afirma.

A propriedade de Eva Abufaiad está entre as cerca de 1.500 que serão visitadas pelo Censo Agro na metade norte da Ilha do Marajó, mas, ao contrário de muitas outras na região, é de fácil acesso para os recenseadores. Em outras fazendas criadoras de búfalos na ilha, sobretudo em partes alagadas, chega-se apenas de barco. Uma curiosidade sobre os búfalos é que são excelentes nadadores; há, inclusive, uma lenda que diz que os bichos chegaram pela primeira vez ao Marajó na última década do século XIX depois que um navio que os levaria da Indochina (região em que se situam Vietnã, Laos e Camboja) à Guiana Francesa naufragou perto da costa. “Mas a versão oficial e verificável é a de que os búfalos começaram a ser importados da Itália e da Índia na década de 1930”, afirma Rocha. Ainda assim, é a lenda que ajuda a explicar o nome exótico das raças (Carabao, Murrah, Jafarabady, entre outros) aos turistas que, rindo, aceitam a versão lúdica sem contestar.


O Pará conta com 26 subáreas, entre as quais se dividirão os mais de mil recenseadores que devem ser distribuídos em campo para a coleta de dados do Censo Agro 2017 – atualmente, cerca de 60% dos pesquisadores já estão realizando entrevistas. Até o início de novembro, quando a operação completou um mês em campo, 10% dos estabelecimentos haviam sido recenseados, o que corresponde a cerca de 20 mil propriedades. Curiosamente, o primeiro questionário do Censo Agro coletado no Pará foi do Soure.
Editoria IBGE

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